Adega Cooperativa de Amarante merece mais atenção, afirma António Barbeitos

A Adega Cooperativa de Amarante “tem uma importância estratégica para a população local e para a região dos vinhos verdes”, defendeu o presidente da direção, em entrevista ao Expresso de Amarante.

 

António Barbeitos, recentemente reeleito para o cargo, sublinhou que a cooperativa, que existe há 66 anos, merece uma “atenção e carinho especiais”.

“A adega de Amarante tem um papel de importância estratégica em termos de rendimentos das populações ligadas à viticultura bem como o de parceiro da região dos vinhos verdes que é confiável, sólido e inovador no que toca à qualidade dos seus produtos”, justifica.

 

Resultados “positivos” permitem honrar compromissos com os sócios

Segundo o dirigente, a cooperativa apresentou “resultados positivos nos últimos exercícios”, o que tem permitido honrar os seus compromissos com os associados, pagando em dois momentos da campanha e valorizando, assim, o preço da uva.

Na última campanha, vinificaram cerca de 600 mil litros de vinho que, entretanto, já foi comercializado na totalidade.

 

Campanha de 2019 rendeu 600 mil litros de vinho entretanto já comercializados

 

“A qualidade das uvas produzidas pelos nossos associados tem sido uma das mais valias em que temos apostado e vamos continuar a apostar no futuro”, explica, acrescentando que tal só é possível com a implementação de uma nova lógica de atuação, “assente na realização de parcerias”.

Nesse sentido, explica, a adega implementou vários projetos em colaboração com a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFRAGI), que permitiram, entre outros, a contratação de um funcionário com formação na área da viticultura, que acompanha os associados no terreno.

 

Pandemia é uma realidade a que o mercado terá que se adaptar

Questionado sobre a influência do surto da covid-19 no negócio da cooperativa, António Barbeitos esclareceu que a adega “não sofreu um impacto direto” porque a produção de 2019 já teria sido contratualizada pela União de Adegas Cooperativas de Vinho Verde (Vercoope).

 

Produção de 2019 da cooperativa não sofreu um impacto direto da crise despoletada pela pandemia da covid-19 – foto Paulo Alexandre Teixeira

 

Sublinhando que as maiores quebras de vendas se sentem no canal horeca (hotelaria, restaurantes e cafés), o dirigente destacou a importância, nesta altura, daquela união de cooperativas sublinhando que “tem registado grande resiliência e persistido com forte presença no mercado”. E acrescentou:

“A pandemia é uma realidade a que o mercado vai ter que se adaptar porque a atual quebra de consumo será dificilmente recuperável a curto prazo. Mas isso não significa que o consumidor vai deixar de apreciar os nossos produtos, antes pelo contrário: exige-nos a criação de condições para disponibilizar o produto da maneira que seja mais fácil consumir. É nesse sentido que todo o sector procura soluções, nomeadamente a Vercoope, que tem assumido a responsabilidade de comercializar a totalidade da produção, pelo que acredito que a crise seja ultrapassada”.

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