O diretor artístico do projeto “Aldear”, dinamizado pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, disse ao Expresso de Amarante que a iniciativa está a ser recebida com grande entusiasmo pelas aldeias por onde decorre e que tem tido resultados “muito positivos” tanto para a comunidade como para os artistas participantes.
A organização apresentou, no domingo, os resultados do projeto que desenvolveu em Salvador do Monte ao longo de duas semanas em parceria com entidades e grupos locais.
O Aldear, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, consiste em 33 processos artísticos que estão a ser produzidos por diversos agentes culturais e as comunidades.
O projeto de Salvador do Monte contou com a colaboração da junta de freguesia, rancho folclórico e o Sport Clube Salvadorense, entre outros.

Luís Sousa Ferreira, em declarações à parte de um espetáculo musical comunitário dinamizado pela cooperativa cultural “Coruja do Mato”, explicou que cada aldeia se tem “apropriado do Aldear e defendem-no, de forma muito convicta”.
“Temos tido sempre salas cheias e audiências esgotadas”, acrescentou.
No âmbito deste processo, que decorreu ao longo de duas semanas, os grupos locais ficaram com novas composições no seu reportório, mas os próprios artistas das entidades dinamizadores do projeto “saíram daqui com a sensação de uma experiência que também os modificou”, adiantou.
O projeto, que concluiu, no domingo, o seu quarto encontro comunitário, desenvolve-se de forma orgânica pelos próprios participantes e vive das “histórias, memórias, anseios e vontades das pessoas de cada aldeia”, anotou.

“O mais importante é que é uma mensagem de esperança, de que há um património riquíssimo, para além do edificado. Não é uma representação de nada, é um projeto de futuro, do que é que nos reserva este lugar que é, realmente, o que as pessoas quiserem. É este o nosso intuito com o Aldear, que se pense em conjunto sobre esta coisa que se chama a paisagem humanizada”, concluiu.
O presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, que esteve presente no ato de encerramento, em declarações ao Expresso de Amarante destacou o projeto como “uma semente” para dar continuidade a este tipo de iniciativas, noutras freguesias.
“Alguns dos jovens locais ouviram histórias da freguesia pela primeira vez. Isto não se pode perder e acredito que aqui foi lançada uma semente para dar continuidade a este tipo de projetos e em mais freguesias”, concluiu.
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