O Amarante FC não foi além de um empate a zero na receção ao Marítimo B, no encontro referente à 16ª jornada da série C do Campeonato de Portugal (CdP). A formação alvinegra não conseguiu repetir a vitória alcançada frente ao mesmo adversário, no jogo em atraso da quinta ronda, disputado em Lousada, no início do mês.
O técnico Pedro Reis, reconheceu que o conjunto insular entrou melhor na partida, mas realçou que foi o Amarante quem tomou conta das operações a partir do quarto de hora de jogo.
“O Marítimo entrou muito forte, criou bastante perigo e num canto enviou uma bola à barra. Nós tivemos de nos adaptar e alterar a estrutura da equipa. A partir dos quinze minutos começou a acontecer o que pretendíamos. Começamos a ter mais bola, a atacar e a criar perigo. Foi um jogo muito equilibrado, mas a haver um vencedor tinha de ser o Amarante”, garantiu, em declarações ao canal do clube.
Apesar de ter admitido que gostou do trabalho da equipa de arbitragem, Pedro Reis considerou que houve “dois lances” em que o juiz da partida se equivocou e que podiam ter dado outra expressão ao resultado: um golo anulado a Camará e uma grande penalidade que ficou por marcar a favor do conjunto amarantino.
“Isso é um assunto que eu não gosto muito de falar, porque até gostei da maneira como o árbitro apitou o jogo. Ele explicou-me porque é que decidiu assim nesses dois lances e só tenho que respeitar. Mas o lance do Camará, e temos imagens disso, é claramente um golo legal”, afirmou.
O Amarante FC atravessa a melhor fase da época. Nos últimos três desafios regista duas vitórias e um empate. No mesmo período não concedeu qualquer golo. Pedro Reis considera que “a qualidade de jogo” é a mesma desde o início da temporada, mas agora observa que “a empatia” entre todos os elementos do grupo de trabalho “começa a sentir-se dentro de campo”.
Com o empate frente ao Marítimo B, o Amarante FC manteve o quarto posto da tabela classificativa, com 18 pontos. Na próxima jornada desloca-se ao reduto do Salgueiros.