Amarante: um breve retrato em números

No dia em que Amarante celebra os 35 anos de elevação da sede do concelho a cidade, a PORDATA partilhou com o Expresso de Amarante um retrato estatístico do município.

 

O retrato compara vários indicadores, de diferentes temas, e a sua evolução entre os anos de 2010 e 2018.

Um concelho com menos pessoas e a envelhecer

Entre 2010 e 2018, a população residente em Amarante diminuiu de 56.615 para 53.490 habitantes, uma quebra populacional de 3.125 pessoas.

No mesmo período, aumentou a percentagem de cidadãos com 65 e mais anos de idade, de 15,3% para 18,5%.

A percentagem de jovens com menos de 15 anos de idade recua, em 2018, para 12,6%.

O efeito traduziu-se num incremento do índice de envelhecimento da população que, em 2018, contava com 147 idosos por 100 jovens, um aumento de 53 face ao valor registado em 2010 (94/100).

Os nascimentos também caíram, neste período, de 486 (2010) para 366 (2018). Em sentido contrário estiveram os óbitos, com um aumento de 480 para 522.

O saldo natural, que contabiliza a diferença entre nascimentos e óbitos, estava, em 2018, em território negativo: -156, um decréscimo acentuado face ao valor de seis, registado em 2010.

Refira-se que o decréscimo do saldo natural e do aumento do envelhecimento da população acompanha a mesma tendência, a nível nacional.

No resumo da PORDATA há ainda um dado populacional a reter: o número de alunos do ensino não superior recuou de 13.600 para 8.594, um decréscimo de 5.006 em oito anos.

Mais empresas, menos trabalhadores e salários abaixo da média nacional

Na área da economia, o concelho contava, em 2018, com mais 891 empresas de setores não financeiros, num total de 5.590 contra as 4.699 existentes em 2010.

No mesmo período, contudo, o número de pessoal ao serviço destas mesmas empresas diminui em 1.081 trabalhadores: de 16.520 em 2010 passou para 15.439, em 2018.

O recuo também se reflete nos dados referentes às quatro maiores empresas do concelho: em 2010, empregavam 7% dos trabalhadores por conta de outrem, mas em 2018, esse valor cai para 4%.

 

 

O ganho médio mensal aumentou em 27 euros durante o mesmo período, mas permaneceu abaixo da média nacional: enquanto que em Amarante, em 2018, o salário médio era de 878 euros mensais, a nível nacional ganhava-se 1.167, mais 289 euros.

Na análise sobressai ainda um decréscimo no número de desempregados inscritos nos centros de emprego, de 4.210, em 2010, para 2.534, em 2018.

O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) também diminui, no mesmo período, de 3.376 para 1.885.

No setor do imobiliário, o valor médio de avaliação bancária dos alojamentos diminui de 1.102 euros por metro quadrado, em 2010, para 882 euros, em 2018.

Em 2010, construíram-se 158 novos edifícios de alojamento em Amarante, número que desceu para 74, em 2018.

 

Melhorias nas contas do Município e menos crime

A análise aponta, ainda, para uma melhoria do valor do saldo financeiro da Câmara Municipal, que continuava em território negativo, em 2018, em menos 333 mil euros.

Em 2010, o município registava uma diferença de menos 1,462 milhões de euros entre despesas e receitas.

Nesse ano, as transferências recebidas contavam para 61,5% do total de receitas, valor que diminuiu, ligeiramente, em 2018, para 61,2%.

O investimento municipal na cultura e desporto aumentou de 6,2% do orçamento, em 2010, para 15,6%, em 2018.

O relatório conclui, em nota positiva, apontando para o decréscimo do número de crimes por mil habitantes, entre 2010 (32,0) e 2018 (21,5), o aumento em 1% das despesas do município no ambiente e o incremento do número de alojamentos turísticos, que passaram de cinco, em 2010, para 18, em 2018.