Amarantina Débora Gonçalves reflete sobre o “deixar de ser” em nova curta-metragem

Realizadora Débora Carvalho (à direita) em "A Morte Ficava-me Tão Bem"

A realizadora amarantina Débora Gonçalves disse hoje ao Expresso de Amarante que está a produzir uma nova curta-metragem em que reflete sobre questões da morte e do “deixar de ser e deixar de estar”.

 

“A Morte Ficava-me Tão Bem” foi escrito e realizado em parceria com a atriz Margarida Carvalho e está em fase final de filmagens, adiantou.

O filme é o projeto finalista de mestrado em Realização e Produção da realizadora natural de Aboadela e dois colegas de curso.

Em julho de 2019, Débora Gonçalves recebeu uma menção honrosa pela curta-metragem “Teus Braços, Minhas Ondas” no Grande Prémio Nacional para melhor curta do “FEST – New Directors New Films Festival”, em Espinho.

A narrativa da nova produção, filmada na aldeia de Aguçadoura, na Póvoa do Varzim, é descrita como o acompanhamento do processo de luto de uma equipa de rodagem, após a morte inesperada de uma jovem realizadora.

“É um filme que acaba por ser um poema, em que nos disponibilizamos para pensar a morte e a forma como interpretamos o deixar de ser e o deixar de estar”, explicou.

 

 

A realizadora adiantou, ainda, que a narrativa também tem ecos na vida real da equipa de “A Morte Ficava-me Tão Bem”, que foi escrito e produzido durante a pandemia da covid-19.

“Esta equipa estava sem trabalho há bastante tempo. Durante o processo de escrita, também nós estávamos numa onda de deixar de acreditar nesta atividade e que se calhar era melhor fazer outra coisa. Paralela o filme, porque há, em ambas situações, um mesmo sentimento se se devia continuar ou não”, acrescentou.

O projeto, já em fase adiantada de produção, procura novas fontes de financiamento, sobretudo através de uma campanha de “crowdfunding” lançada, recentemente, na plataforma ppl.pt, acrescentou.

“É um bocado cansativo, porque já o terceiro ou quarto projeto em recorro a este tipo de campanha, mas é a forma mais direta de angariar algum dinheiro. Mas cansa, sobretudo porque não gosto de pedir em praça pública”, conclui.

 

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