Associação dos Amigos do Rio Ovelha denuncia “atos desumanos” em descargas ilegais

Descarga matinal detetada pela Junta de Freguesia de Padronelo

A Associação dos Amigos do Rio Ovelha (AARO), de Marco de Canaveses,  condenou “os comportamentos desumanos” por detrás de uma série de descargas ilegais naquele rio, detetadas na freguesia de Padronelo, em Amarante.

 

Num comunicado, a associação indicou que as descargas “já aconteceram mais que uma vez”, tendo sido denunciadas pela junta de freguesia a várias entidades, nomeadamente à Câmara Municipal de Amarante, GNR e Ministério do Ambiente.

O alerta foi dado na manhã de quinta-feira por um cidadão que registou as águas turvas do rio, junto ao parque de lazer de Padronelo.

Na altura, o presidente da junta de freguesia, Armando Coimbra, alertou as autoridades e afirmou que as descargas punham em causa as aspirações em ali instalar uma zona balnear.

No comunicado, a AARO sublinha que com estas descargas, será difícil “tornar realidade o sonho” de implementar praias fluviais no Ovelha “pois as águas nunca irão ter a qualidade suficiente para obter a certificação”.

 

Futura certificação de praias fluviais pode estar em causa, alerta a AARO e Junta de Freguesia de Padronelo

 

A associação indica, sem especificar, que no rio de Galinhas, um afluente do Ovelha em Marco de Canaveses, também ocorreram descargas ilegais.

A AARO apelou à vigilância e atenção dos autarcas da região para “estes comportamentos desumanos e a sua denúncia, pedindo a atuação célebre das autoridades e a punição dos autores de “tais atentados contra a Natureza”.

O rio Ovelha nasce na Serra do Marão, junto ao parque eólico de Pena Suar, e cruza várias freguesias de Amarante e Marco de Canaveses ao longo do seu percurso de 23 quilómetros.

Na antiga freguesia da Folhada, o rio é atravessado pela Ponte do Arco, recentemente restaurada, e acolhe um percurso pedestre considerado como uns dos 30 melhores de Portugal.

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