O projeto “Jovens Empreendedores”, promovido pela Associação Empresarial de Amarante (AEA) e uma rede de parceiros locais, pretende expandir a mais quatro concelhos do Baixo Tâmega, indicou ao Expresso de Amarante a coordenadora da iniciativa.
Promovido pela AEA desde 2012, o projeto visa dotar estudantes do ensino secundário e profissional de Amarante com novas competências em preparação para o contacto com o mundo real.
Ana Luísa Oliveira explicou que o processo de alargamento a mais escolas da região já deveria ter arrancado na edição anterior, em meados de março, mas a chegada da pandemia forçou ao seu adiamento.
“Atualmente estamos a tentar alargar o programa a escolas do secundário e do ensino profissional de Baião, Marco de Canaveses, Celorico de Basto e, eventualmente, Resende”, acrescentou.
Segundo a coordenadora, o número de alunos que participam no projeto de educação não formal oscila entre os 800 e os 900 por ano letivo.
“É um valor que pode variar, dependente da participação dos alunos, que é voluntária. Com a expansão a mais escolas, contudo, poderá ultrapassar os mil”, frisa.

O programa, que arrancou com a atual edição na sexta-feira com um seminário de abertura e a assinatura do protocolo de cooperação, decorre em ambiente escolar e está, por agora, planeado para ser ministrado em modo presencial.
Segundo Ana Luísa Oliveira, o processo de formação será ajustado à nova realidade, com uma redução no número de participantes por cada sessão, em espaços grandes e cumprindo as regras de segurança.
Competências para o mundo real
Sobre os objetivos do projeto, a coordenadora explicou que se pretende que os estudantes desenvolvam competências transversais que os preparem para o contacto com o mundo real, seja na sua vida profissional, como empreendedores ou mesmo como estudantes no ensino superior.
“Estamos a falar de competências que a escola não trabalha, normalmente. Os jovens não estão preparados para comunicar, em público, uma ideia, para inovar, resolver um problema complexo ou tomar consciência dos problemas da comunidade e encontrar uma solução”, explica. E acrescenta:
“Esse espírito de empreendedor e inovador é o que faz o jovem que passou pelo nosso projeto diferente. Leva consigo, no percurso que escolher a seguir ao ensino secundário ou profissional, competências chave para resolver problemas complexos e pensar fora da caixa”.
