Os presidentes das duas associações empresariais do concelho defenderam, no sábado, o associativismo como uma das formas de encarar o futuro “incerto e difícil” do tecido económico da região.
Bruno Costa, da Associação Empresarial de Amarante (AEA), e Geraldo Oliveira, da Associação Empresarial de Vila Meã, participavam num debate virtual promovido pelo PS Amarante sobre o impacto do surto de covid-19 na economia local.
O presidente da AEA recordou a “lentidão” nos apoios do Estado, no início da crise, e alertou que as linhas de crédito lançadas para apoiar a tesouraria das empresas “foram e continuam a ser insuficientes”.
Retoma está a ser muito lenta
“Neste período de desconfinamento, continuam a sofrer porque se acumulam os pagamentos e o poder de compra da população está reduzido”, explicou, acrescentando que “a retoma está a ser muito lenta”.
“Contudo, nem tudo correu mal”, disse, sublinhando que algumas empresas conseguiram adaptar-se às circunstâncias, adequando a oferta ou o método de distribuição.
“2020 marca o início da era digital para as empresas”
Em finais de março, ambas as associações realizaram uma parceria com a Investamarante para implementar uma linha que prestava esclarecimentos sobre medidas destinadas a empresas encerradas no âmbito do estado de emergência.
Tanto Bruno Costa como Geraldo Oliveira relembraram que o apoio prestado no âmbito daquela linha e de outros serviços se estendeu às empresas não associadas.
Das várias medidas adotadas, o dirigente da AEVM salientou a disponibilização, de forma gratuita, do diretório da plataforma Linha de Comércio a empresas de Amarante que pretendessem anunciar os seus serviços de entrega ao domicílio e take-away.
Na sua intervenção, defendeu, ainda, que “2020 será o ano em que se deu ao início da era digital” para as empresas da região. E acrescentou:
“No meu entender, o associativismo nunca fez tanto sentido como agora”.