Atriz natural de Amarante distinguida no Festival de Cinema de Liverpool

Adelaide Teixeira é natural de Freixo de Baixo

A atriz portuguesa Adelaide Teixeira, natural de Amarante, foi distinguida no Festival de Cinema de Liverpool com o prémio de melhor interpretação pelo seu papel no filme “Surdina”, de Rodrigo Areias.

 

A longa metragem também recebeu o prémio de melhor ator, que foi entregue a António Durães.

Escrito por Valter Hugo Mãe, o filme rodado em Guimarães aborda questões de amor, velhice e deceção.

“É uma história interessante que se baseia, em alguns aspetos, em experiências e vivências do próprio Valter, explicou Adelaide Teixeira, ao Expresso de Amarante.

 

Adelaide Teixeira e Valter Hugo Mãe

 

A atriz de 77 anos de idade, residente no Porto, conta que é natural de Freixo de Baixo, mas adianta que saiu da área com apenas três anos de idade.

Aos 14 começou no teatro, mas a carreira teve que ser interrompida, alguns anos mais tarde, numa primeira fase da sua vida adulta.

“Namorei, casei e tive filhos”, adianta, acrescentando que começa a fazer cinema no final anos 80, com o filme “Relação Fiel e Verdadeira” (1987) e, mais tarde, televisão em vários episódios da série “A Viúva do Enforcado” (1993).

 

Devo tudo ao Manoel de Oliveira

Em 1997, Adelaide Teixeira assegura um pequeno papel em “Viagem ao Princípio do Mundo” de Manoel de Oliveira, onde contracenou com o ator Marcello Mastroianni.

“Fiz audição e ganhei o papel. E a contracenar com o grande ator italiano, senti-me como uma adolescente, na altura”, adianta.

A relação com o cineasta português perdurou em mais cinco filmes, conta, nomeadamente “Inquietude”, “O Princípio da Incerteza”, “Espelho Mágico”, “Cristóvão Colombo – O Enigma” e “O Estranho Caso de Angélica”.

A atriz frisa que “Viagem ao Princípio do Mundo” foi o único filme de Manoel de Oliveira em que fez uma audição.

“Nos seguintes, foi ele que me convidou, diretamente. Devo tudo na minha carreira ao Manoel”, acrescenta.

 

Apaixonei-me por Amarante

A relação com Amarante foi esporádica ao longo da sua vida, conta, porque saiu cedo, aos três anos, “pouco tempo para criar algum tipo de ligação”, mas afirma ser uma grande apaixonada, desde sempre, de Amadeo de Souza-Cardoso.

 

Adelaide Teixeira em visita à Casa da Granja

 

Em abril de 2016, a atriz integrou uma comitiva que se deslocou a França, para a abertura da exposição do pintor amarantino, no Grand Palais de Paris.

“Foi uma honra ter sido convidada pelo presidente da Câmara Municipal de Amarante para integrar a comitiva. Deve ser da idade, mas estou apaixonada por Amarante e orgulho-me de ser amarantina”, conclui.

 

 

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