Autarcas de Amarante reclamam de atrasos nas reparações da iluminação pública

Cruzamento na N101-5 em Jazente - foto Paulo Alexandre Teixeira

Autarcas de várias freguesias de Amarante estão insatisfeitos com o serviço da EDP Distribuição, queixando-se de longos períodos de espera para a resolução de avarias na rede de iluminação pública e avisam que os atrasos põem em causa a segurança das pessoas.

 

“Temos avarias na iluminação pública reportadas à EDP Distribuição há mais de quatro meses e, pura e simplesmente, não há resposta”, afirma Henrique Monteiro, presidente da União de Freguesias de Aboadela, Sanche e Várzea.

Ao EXPRESSO DE AMARANTE, o autarca indicou ter uma lista crescente de casos por resolver alguns em locais remotos da serra do Marão, como é o caso da aldeia de Covelo do Monte.

“Estamos a falar de gente que vive em zonas isolada, alguns mesmo sozinhos e que contam com a iluminação pública como um fator de segurança”, adianta.

Explica, ainda, que se tem desdobrado em esforços para chamar a atenção das autoridades e entidades, nomeadamente junto do Governo e da administração da empresa, mas sem quaisquer respostas.

“Sentimo-nos impotentes, mesmo esquecidos por toda a gente. Já não sabemos o que mais fazer”, desabafa.

Em Jazente, Carlos Oliveira indicou que tem uma lista crescente de luminárias avariadas e que a empresa de distribuição tarda em dar resposta às constantes reclamações.

“Prometem uma resposta rápida, dentro dos dez dias previstos no contrato, mas os técnicos tardam em aparecer”, acrescentando que algum do trabalho realizado “deixa muito a desejar”.

Carlos Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Jazente | FOTO: Paulo Alexandre Teixeira

Armando Pinheiro confirmou que as os atrasos no atendimento se repetem na freguesia de Padronelo. “Temos um caso de um local que esteve oito meses sem iluminação pública”, adiantou.

“A situação é mesmo muito má”, salienta, mas afirma que o pior é a falta de resposta aos inúmeros pedidos de assistência, muitas vezes repetidos, por email e telefone.

Os prazos de atendimento não se cumprem na Lomba, confirma José Vasconcelos, explicando que o tempo de resposta ultrapassa, na maioria das vezes, os dez dias previstos na lei.

“Podemos fazer 50 chamadas sobre o mesmo problema, que a resposta é sempre igual: que o problema será atendido em dez dias”, adiantou, frisando que só quando chega ao provedor do cliente da EDP é que começa a ter alguns resultados. E acrescenta:

“Não é um problema relacionado com as tempestades de dezembro do ano passado, mas algo que já se arrasta há mais de um ano”.

Câmara já manifestou preocupação à EDP

A Câmara Municipal de Amarante também se pronunciou, dizendo que está a par da existência de atrasos, reportados pelos presidentes de junta de freguesia.
A autarquia acrescentou que já manifestou a sua preocupação à EDP, acrescentando que há casos de avarias marcadas como resolvidas na plataforma eletrónica da empresa que, de facto, não estão.

 

Aviso de cookies do WordPress by Real Cookie Banner