Autárquicas: Manuel Pizarro (PS) defende que autarquias deviam lutar pela recuperação da Linha do Tâmega

O presidente da Federação Distrital do PS Porto afirmou no domingo que “não há nenhuma razão” para que o troço desativado da Linha do Tâmega, entre Amarante e Livração, esteja “abandonado”,  frisando que cumpre às autarquias “lutarem pela sua recuperação”.

 

Manuel Pizarro esteve em Amarante, no final da manhã de domingo, para participar numa marcha de dois quilómetros, ao longo do canal da ferrovia desativada desde março de 2009.

No final do percurso, que iniciou no apeadeiro de Valbom, em Marco de Canaveses, o líder distrital participou num comício que contou com a presença do candidato socialista à Câmara de Amarante, Hugo Carvalho, e de Mário Bruno de Magalhães, vice-presidente da Câmara de Marco de Canaveses.

Em declarações aos jornalistas, o dirigente socialista explicou que a linha tem uma importância acrescida para a população, salientando que há uma “grande diferença do atual estado de conservação do canal ferroviário, entre os dois concelhos.

“No Marco de Canaveses, a linha está limpa e é suscetível de ser utilizada para as pessoas passearem.  Do lado de Amarante, a Câmara deixou o troço ao abandono. É uma vergonha e nós, no PS, não nos cansaremos de lutar pela sua reabilitação e limpeza, para que possa ser usufruída pelas populações”, explicou. E acrescentou:

“A Linha do Tâmega não está obsoleta. As necessidades que a justificaram, há mais de cem anos atrás, mantêm-se hoje. Com uma nova tecnologia limpa, com uma viatura elétrica, pode ser um contributo enorme para a mobilidade, para a economia e para o ambiente”.

Por seu lado, o candidato socialista à Câmara de Amarante, Hugo Carvalho, recordou que a recuperação da linha é uma das bandeiras da sua candidatura e que vai lutar pela sua modernização.

“Assumimos um compromisso, em Amarante, com um projeto político voltado para as pessoas e para a satisfação das suas necessidades. Sabemos que para a nossa população é essencial lutarmos pela modernização desta linha, para termos uma forma rápida, célere, para chegarmos à área metropolitana do Porto”, afirmou.

O candidato reforçou, recordando que o concelho “já ganhou” com o investimento do Governo na ferrovia, através da eletrificação da Linha do Douro, com paragem em Vila Meã.

“No momento em que o Governo mais está a apostar na modernização da nossa rede ferroviária, em que o país e a Europa perceberam que este era o caminho de desenvolvimento, eu não quero ter no concelho um autarca que fique de braços cruzados e que não aproveite estas e outras oportunidades para colocar mais e melhores opções aos amarantinos”, concluiu.

Na sua intervenção, Mário Bruno de Magalhães frisou que a Linha do Tâmega “é tão importante para o Marco como é para Amarante”, anotando que “não faz sentido” estar encerrada, em particular perante as políticas de mobilidade encetadas pelo Governo central, nomeadamente o Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes (PART).

“Marco é a estação que mais títulos da CP valida (na Linha do Douro) porque hoje temos muitos marcuenses e pessoas de Vila Caiz que entram na Livração e no Marco, para viajar até ao Porto, por 40 euros por mês”, afirmou, recordando, que antes do programa PART, o custo do passe seria de cerca de 200 euros.

“É uma medida importantíssima, tão importante ou mais do que o aumento do salário mínimo nacional”, acrescentou.

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