A requalificação da avenida General Silveira, uma das mais nobres de Amarante, vai privilegiar os peões, mas mantendo a circulação automóvel, com velocidades “muito condicionadas”, disse hoje à Lusa o presidente da câmara.
“Toda esta avenida vai ser amigável para o peão”, sublinhou José Luís Gaspar, referindo que haverá “obstáculos” para que os automobilistas percebam, através de sinalética, que é necessário “respeitar o peão”.

A avenida General Silveira situa-se na margem esquerda do Tâmega, no coração da cidade, com vista para o rio e para o mosteiro ex-líbris da cidade, iniciando-se na Ponte de S. Gonçalo e evoluindo em direção à florestal, terminando junto ao cineteatro, onde vai ser criado um espaço com repuxos de água.

José Luís Gaspar explicou que a empreitada, já em execução, prevê a criação de uma antecâmara de acesso ao cineteatro, dando “outra dignidade” ao espaço, formando “uma grande praça para as pessoas poderem desfrutar”.
A empreitada está avaliada em cerca de 1,2 milhões de euros, um valor em parte justificado, segundo José Luís Gaspar, pela necessidade do dotar a artéria de “materiais nobres, como se impunha numa rua tão importante para Amarante”, onde se situam o cineteatro, a Casa da Juventude e uma das maiores unidades hoteleiras da cidade, entre outros equipamentos.

“Isto é um postal de Amarante, que obedece a este rigor, a estes critérios arquitetónicos e paisagísticos”, comentou, apontando para o cada vez maior número de turistas estrangeiros que visitam a cidade de Pascoaes e Amadeo.
O presidente da câmara anotou, por outro lado, que esta obra acontece no âmbito do Plano de Mobilidade do município, que prevê “uma cidade amigável” para os peões.
Essa estratégia, sinalizou, também é visível noutras intervenções no núcleo urbano, nomeadamente nos elevadores em São Gonçalo e no Rossio, este já em execução, no parque de estacionamento, na margem direita, com capacidade para 300 lugares, também em obra, e na futura requalificação da Alameda Teixeira Pascoaes, anunciada para 2023.
“Pretende-se, gradualmente, libertar a cidade dos automóveis”, resumiu, acrescentando que a velocidade de circulação dos veículos vai ser limitada a 30 quilómetros por hora, em toda a área urbana.

O prazo de execução da empreitada é de 300 dias.
No futuro, a construção de uma nova travessia rodoviária do Tâmega, a jusante da cidade, acentuará a estratégia de retirada dos carros da área urbana, apontou o autarca de Amarante.
Armindo Mendes, da Agência Lusa