O Bloco de Esquerda (BE) está solidário com as populações afetadas pela possível instalação de uma linha de muito alta tensão em vários concelhos do norte, informou hoje o partido, após visita à localidade de Olo, Amarante.
Segundo o BE, o projeto da linha de alta e muito alta tensão (200/400 kV) Carrapatelo – Vila Pouca de Aguiar, da responsabilidade da Rede Elétrica Nacional (REN), visa transportar energia das centrais de Gouvães, Daivões e Alto Tâmega, inseridas no Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico, a cargo da empresa Iberdrola.
Em comunicado, o partido refere que “a implantação da nova linha, de 70 quilómetros, suportada por 177 estruturas metálicas, tem suscitado indignação entre as populações das 22 freguesias e seis concelhos afetados, nomeadamente Amarante, Cabeceiras de Basto, Cinfães, Marco de Canaveses, Mondim de Basto e Ribeira de Pena”.
Em causa estarão, reforça o BE, “impactes negativos causados pela linha elétrica na saúde das populações, na paisagem e no território”.

Na segunda-feira, a deputada eleita pelo círculo do Porto, Maria Manuel Rola, visitou a freguesia de Olo, em Amarante, onde se encontrou com representantes da junta de freguesia, dirigentes da Associação Amar Olo e residentes.
A deputada pretendeu “avaliar, no local, os impactes ambientais que a linha de muito alta tensão irá causar à população”.
Segundo o BE, “os habitantes de Olo reivindicam outro traçado, longe do centro de aldeia, reduzindo a exposição humana a campos elétricos e eletromagnéticos”.
O Bloco de Esquerda, conclui-se no comunicado, “manterá a intervenção na Assembleia da República e levará também esta questão à Câmara de Amarante para esclarecimentos e pela definição de uma proposta mais favorável a quem vive próximo destes locais”.