Calica Moreira acertou a renovação de contrato com o AC Vila Meã para a próxima temporada. O emblema do concelho de Amarante anunciou a assinatura de um novo vínculo com o técnico, de 44 anos, que levou a equipa, oito anos depois, de regresso aos campeonatos nacionais.
Calica Moreira chegou a Vila Meã em outubro do ano passado para substituir Frederico Zamorano, tendo conduzido a formação rubronegra até à final da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AFP) e, consequentemente, à subida ao Campeonato de Portugal (CdP).
Por isso, explica o presidente do clube, David Pinheiro, o entendimento para a renovação de contrato surgiu de forma “natural”, pretendendo-se “dar continuidade ao trabalho que foi desenvolvido pela equipa técnica” na temporada que findou.
“A administração do clube já conhece esta equipa técnica, a equipa técnica também conhece o modelo de gestão que queremos para o clube, falamos a mesma língua, portanto, foi fácil chegar a um entendimento”, garantiu.
Em 2021/2022, o Vila Meã voltará a disputar uma prova nacional, o que já não acontecia há oito anos. David Pinheiro avisa que o clube não vai “lutar pela subida de divisão”, tendo como objetivo a realização de uma época “tranquila e sem sobressaltos”.
O líder vilameanense não quis aprofundar a questão relacionada com a construção do plantel, até porque essa é uma matéria que está sob a alçada do treinador, mas entende que o atual lote de jogadores “tem muita qualidade para abraçar o atual projeto do CdP”.
Além disso, David Pinheiro dá a entender que o Vila Meã não terá a mesma “disponibilidade financeira” de épocas anteriores para a contratação de reforços.
“Não podemos dar continuidade à despesa que tínhamos. Amealhamos para conseguir o objetivo da subida, que, felizmente, conseguimos em dois anos. Agora, não temos condições para suportar a despesa que tivemos até agora”, advertiu.
Aliás, o presidente do Vila Meã confessa que está preparado para perder alguns jogadores, que estão a ser cobiçados por emblemas com outra “capacidade financeira”.
“Temos a certeza absoluta que em condições iguais, ou até ligeiramente diferentes, os jogadores preferirão ficar connosco, porque somos uma família e estamos a trabalhar juntos há imensos meses, mas temos consciência até onde podemos ir. Logicamente que não vamos prender ninguém, porque sabemos que não temos capacidade financeira para manter cá alguns jogadores”, reconheceu.
Para além de Calica Moreira, o adjunto Ricardo Silva também estendeu o vínculo contratual com a formação amarantina.