O cancelamento da construção da barragem de Fridão está entre os fatores ambientais mais positivos de 2019, de acordo com o balanço do ano realizado pela QUERCUS.
A decisão de não avançar com a obra, anunciada em abril de 2019, junta-se ao movimento estudantil internacional pelo clima, as medidas para reduzir o plástico descartável e a redução do preço dos transportes como medidas positivas para o ambiente.
Recorde-se que em abril passado, o então ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Ramos, anunciou que a construção da barragem – muito contestada por cidadãos e empresários de Amarante – não iria avançar, citando o “desinteresse” pela EDP no projeto.
No lado oposto, a ONG ambiental aponta para a redução do caudal da bacia do Tejo, a “corrida desenfreada” à exploração do lítio e a apanha noturna da azeitona como os pontos mais negativos do ano passado, em termos ambientais.
Para 2020, a QUERCUS defende mais investimento nas áreas protegidas, na Rede Natura e espécies prioritárias, melhor gestão do território, principalmente no setor dos resíduos e mais ação na remoção de amianto.
A organização não governamental também aconselha “prudência” em relação ao novo aeroporto para Lisboa e expressou o desejo de ver, este ano, o início do processo de desmantelamento da central nuclear de Almaraz, na fronteira.