O responsável pela Casa da Juventude (CJ) de Amarante disse hoje ao Expresso de Amarante que a atividade da entidade foi “severamente limitada” pela situação de pandemia, sublinhando que será preciso um “enorme esforço” para implementar, em tempo útil, cerca de quatro dezenas de projetos previstos para os próximos tempos.
Miguel Pinto adiantou que, com a chegada da pandemia da covid-19, em 2020, e as restrições à mobilidade impostas no âmbito de medidas de prevenção, a Casa da Juventude recebeu menos clientes e “muito menos projetos de mobilidade e participação internacional”.
“Da mesma forma as atividades de voluntariado ficaram limitadas, já que muitas das habituais instituições sociais e educativas com quem colaboramos não puderam receber os nossos voluntários europeus”, acrescentou.
O dirigente recordou que, num ano normal, a CJ, gerida pelo Aventura Marão Clube, promove ou é parceira em mais de 20 projetos mobilidade e participação internacional, através dos quais acolhe mais de 300 estrangeiros e envia cerca de 150 jovens nacionais, a maioria de Amarante.

Nos últimos 12 meses, apenas 20% dessas atividades foram desenvolvidas, recorda, sublinhando que praticamente todos os intercâmbios de jovens e cursos de formação foram cancelados ou adiados.
Acrescentou que, entre novos e adiados, tem 43 projetos para executar “nos próximos tempos”, anotando que será preciso um “enorme esforço”, incluindo da comunidade, para os implementar em tempo útil.
“Vamos ter muitas oportunidades de mobilidade nos próximos tempos para as quais vamos precisar de apoio de todos, nomeadamente escolas, autarquia e associações para assegurar um número recorde de participantes”, sublinha.

A propósito da adaptação aos meios digitais, o dirigente associativo recordou que a forma de trabalho da Casa da Juventude se baseia em metodologias de educação não formal, nas atividades experimentais e de envolvimento da comunidade.
“Procuramos, nestes 12 meses, manter esta abordagem de forma digital, mas estamos ansiosos por voltar ao normal”, explica. E acrescenta:
“É importante referir que, por outro lado, a pandemia apenas acelerou um processo que sendo inevitável deve ser interpretado de forma diferente por cada pessoa ou entidade. Por exemplo, o novo programa Erasmus+ 2021-2027 terá no digital uma das suas principais bandeiras, a par com a inclusão e o desafio verde.”
