Cineclube abre exposição e mostra documentário no Dia Internacional da Mulher

foto Paulo Alexandre Teixeira

O Cineclube de Amarante mostrou ontem um documentário realizado por um grupo de voluntários internacionais da Casa da Juventude em que sondaram  um grupo heterogéneo de mulheres de Amarante sobre o Dia Internacional da Mulher e que motivos existem para ser feminista.

 

O trabalho resultante, uma curta-metragem e uma exposição fotográfica, foram ontem mostrados no âmbito de um projeto conjunto entre as duas instituições para assinalar o Dia Internacional da Mulher.

Ao longo de 24 minutos, catorze mulheres amarantinas oriundas de grupos etários, sociais e profissionais diversificados proferem a sua opinião sobre o que é ser feminista, hoje em dia, e porque ainda se celebra um dida da mulher.

A apresentação integra uma série de atividades que o Cineclube está a promover ao longo de março, em parceria com várias instituições do concelho, com a mulher e o feminismo como tema.

foto Paulo Alexandre Teixeira

Para além de um cartaz preenchido, na íntegra, por filmes realizados por mulheres, o Cineclube tem em exposição no Cinema Teixeira de Pascoaes diversos trabalhos de artistas locais e uma feira de livros temática.

Em declarações ao Expresso de Amarante, o responsável pelo clube, Manuel Carvalho, recordou que esta projeto inclui “programação em paralelo” às mostras de cinema e que a data ontem observada “não nos podia passar ao lado”.

“Nesse entendimento, colocamos a questão de porque é que ainda faz sentido comemorar esse dia e porque faz sentido ser feminista, hoje em dia”, acrescentou.

O dirigente associativo acrescenta que desafiou entidades e instituições do concelho a colaborar e a responder, “de forma artística” a essas questões.

foto Paulo Alexandre Teixeira

Ao Expresso de Amarante, o gestor da Casa da Juventude, Miguel Pinto, explicou que o convite foi “uma feliz coincidência” porque aquela instituição é líder de um projeto internacional em que o tema “encaixa”.

“Somos a instituição líder de um projeto internacional de longa duração educação de adultos numa perspetiva questões de igualdade de género e discriminação das mulheres. Não foi difícil encaixar nesta iniciativa, aliás porque havia aqui ideias em comum”, nomeadamente em convidar a sociedade a partilhar as suas ideias sobre o assunto.

A exposição dos trabalhos resultantes pode ser visitada uma hora antes de cada sessão de cinema programada para o mês de março.

Na sexta-feira, a realizadora Inês Oliveira estará presente no Cineclube de Amarante para apresentar “Bobô”, um filme que se debruça sobre a problemática da mutilação genital feminina.

No domingo, será exibido o documentário “Uma Luta Desigual”, de Mimi Leder, sobre a vida da segunda mulher e primeira judia a ocupar um cargo no Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, Ruth Bader Ginsburg.

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