A Associação de Municípios do Baixo Tâmega (AMBT) prevê que o processo de classificação da serra da Aboboreira como paisagem protegida, reunindo três concelhos, esteja concluído dentro de seis meses, informou hoje o presidente de Baião.
Paulo Pereira, que também lidera aquele agrupamento de municípios, indicou que está, atualmente, a ser preparado o regulamento para determinar o que se poderá ou não fazer na zona de paisagem protegida, “criando condições para puxar pelo potencial da serra”.
O autarca falava hoje aos jornalistas, no auditório de Baião, após a apresentação de dois vídeos promocionais da serra da Aboboreira, realizados por iniciativa da AMBT, numa sessão que contou com a participação dos presidentes das câmaras de Amarante, Baião e Marco de Canaveses.
Quando o regulamento estiver concluído, vai seguir-se a fase de discussão publica, no âmbito da qual serão realizadas sessões de sensibilização à população, nos três concelhos vizinhos (Amarante, Baião e Marco de Canaveses), que terão parte do seu território serrano abrangido pela paisagem protegida.
Finda essa fase, indicou Paulo Pereira, o documento vai seguir para validação pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e pela Associação Nacional de Paisagens Protegidas.

O processo decorreu de um conjunto de estudos desenvolvido há vários anos por cerca de 50 investigadores, de várias universidades, por iniciativa da AMBT.
Paulo Pereira recordou hoje que aquela serra do interior do distrito do Porto “tem uma fauna e uma flora notáveis e um campo arqueológico muito importante”, entre outros atrativos.
“Vamos regular a utilização da serra, garantindo a sua atratividade e sustentabilidade”, frisou aos jornalistas.
Por seu turno, Cristina Vieira, presidente da Câmara de Marco de Canaveses, assinalou que a serra passará a ser gerida pela AMBT.
“Seremos nós a determinar o que queremos preservar e criar na serra. A sua classificação vai fomentar iniciativas e beneficiar a comunidade local”, acentuou a autarca, aludindo à possibilidade de poderem ser criados serviços e produtos envolvendo os habitantes das aldeias.
Além disso, prosseguiu a edil, o projeto vai “permitir a captação de fundos comunitários, proporcionando novos investimentos, mas de forma controlada”.
Os vídeos hoje apresentados, um dos quais sob a forma de documentário e outro, mais curto, a três dimensões, dirigido aos mais jovens, retratam a serra da Aboboreira, exaltando a fauna, a flora e a biodiversidade.
Os dois trabalhos vão chegar aos alunos das escolas dos concelhos que integram a AMBT.
APM // ACG
Lusa/fim