“Comunhão entre instituições é a maior riqueza na recuperação da Igreja de São Gonçalo” – Pe. José Ferreira

O pároco da Igreja de São Gonçalo, José Manuel Ferreira afirmou que a “comunhão” entre todas as instituições envolvidas na recuperação daquele monumento nacional foi a “maior riqueza” ali encontrada no âmbito da intervenção de restauro e requalificação hoje inaugurada.

 

A Igreja e Claustro do Convento de São Gonçalo reabriram, hoje, depois de 16 meses de obras que visaram a conservação e requalificação do espaço numa intervenção orçada em mais de dois milhões de euros.

Em declarações à parte da cerimónia simbólica, realizada no mesmo dia do padroeiro da cidade, José Manuel Ferreira respondia a uma pergunta sobre se novos pormenores patrimoniais se revelaram, no âmbito da obra.

“Em termos de elementos que fossem [anteriormente] desconhecidos, não houve nada a acrescentar. Aquilo que de mais rico encontramos nesta obra, contudo, foi o trabalho de comunhão entre as instituições envolvidas, a comunidade cristã e a autarquia”, afirmou.

O pároco acrescentou que há, com a obra, se nota “uma harmonia naquele espaço” e que os elementos já patrimoniais existentes ficaram “mais visíveis” com a intervenção.

“Afinal, já cá estava o tesouro”, acrescentou.

Para além da Igreja e das duas capelas existentes, é também possível visitar a Capela de São Gonçalo, onde se encontra a imagem de São Gonçalo da Corda. A intervenção abrangeu ainda a torre sineira, o coro alto e a Varanda dos Reis, entre outros.

José Manuel Ferreira abordou, ainda, a instalação do novo presbitério, da autoria do escultor Paulo Neves, salientando que a intervenção visou “trazer para o século XXI” o monumento não só em termos de conforto e do uso de novas tecnologias, “mas também na liturgia”.

“Quando entramos nesta igreja, notamos que os altares laterais são completamente distintos, entre si. Todos eles são significado que, desde o século XVI, foram sendo acrescentadas peças autênticas  do seu próprio tempo e época. Nos últimos anos não hove uma atualização,  mas agora, com esta intervenção, também deixamos a nossa marca artística, de um escultor conceituado”, acrescentou.

Construída no século XVI, a Igreja e Claustro de São Gonçalo tem um incalculável valor histórico, patrimonial, arquitetónico, artístico e turístico.

O projeto de restauraçao hoje concluído, foi a primeira grande intervenção ali realizada, em 482 anos.

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