Covid-19: AE Amarante aconselha empresários a contactar o serviço de apoio

Rua 5 de Outubro no centro histórico da cidade. A maiori parte do comércio está de portas encerradas.

O presidente da Associação Empresarial de Amarante (AEA) apelou à calma entre os empresários e aconselha a que recorram às linhas do serviço de apoio entretanto implementadas no início da semana. 

 

Bruno Costa adiantou que o Governo tem “acertado” em algumas medidas de apoio, mas adverte que é preciso alterar o modo de financiamento das empresas.

Em declarações ao Expresso de Amarante, o dirigente da AEA assumiu ter “grandes preocupações” quanto o futuro do tecido empresarial do concelho, mas frisou que o mais importante, atualmente, é proceder com calma e procurar informar-se sobre eventuais soluções avançadas pelo estado.

“O Governo está a lançar e a alterar, todas as semanas, medidas de apoio às empresas. As linhas de apoio em Amarante foram implementadas para que os empresários possam adotar a  melhor solução para os seus casos”, explicou.

Na segunda-feira, as associações empresariais de Amarante e Vila Meã, conjuntamente com o município, através da InvestAmarante, lançaram uma linha de apoio às empresas afetadas pelo atual surto do novo coronavírus.

 

As associações empresariais do concelho e o município criaram linhas de apoio aos empresários de Amarante

 

Antes, no sábado, a ministra da Saúde anunciou em conferência de imprensa que o pico da pandemia em Portugal ocorrerá em finais de maio e não em abril, como incialmente previsto.

Bruno Costa explicou que, para muitos empresários, o adiamento foi um despertar para o facto que a crise despoletada pelo surto, que levou à paragem de muitas empresas, irá durar mais tempo.

“Nos últimos dias tem havido uma abundância de pessoas a contatar a nossa linha, e de certeza as outras duas, para tentar perceber o que poderão fazer, enquanto se aguarda pelo final desta crise ”, frisou.

 

Medidas de financiamento têm que ser alteradas

Sobre as medidas entretanto avançadas pelo executivo de António Costa, o presidente da AEA adiantou que vê uma evolução positiva em algumas, nomeadamente as alterações que simplificaram o regime de lay-off.

Contudo, advertiu, há ainda muito trabalho a fazer na área do financiamento de empresas que necessitam, urgentemente, de dinheiro para pagar a funcionários e fornecedores.

Explicou que, sem uma garantia “a 100%” do Estado, a banca continuará a recusar muitas das solicitações de empréstimos.

 

Bruno Costa (dir) na tomada de posse dos orgãos sociais da AEA – foto de arquivo Paulo Alexandre Teixeira

 

“Todos os casos de pedidos de financiamento de que temos conhecimento foram recusados. Há que trabalhar melhor esta área ou o futuro pode ser muito negro”, avisou.

O dirigente empresarial reafirmou, em jeito de conclusão, que há que enfrentar os próximos meses com alguma esperança e “pensamento positivo”, acrescentando que é importante estar atento às medidas de apoio que o Governo está a implementar.

“Neste momento, o mais importante é, logicamente, a saúde de todos. Seguir-se-á, de certeza a economia, que eventualmente recuperará, mais cedo ou mais tarde”, concluiu.

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