O presidente da associação Progredir indicou que a instituição de solidariedade social está a adotar todos os cuidados e medidas necessárias no âmbito do serviço que presta aos utentes residentes no Marão Ocidental.
Arménio Miranda explicou, ao Expresso de Amarante, que para além de prover a equipa de apoio domiciliário com o equipamento de proteção individual, tem aconselhado os seus clientes sobre cuidados adicionais de higiene pessoal.
Esta instituição de apoio social é praticamente uma das últimas linhas de defesa no combate à pobreza e exclusão social na região do Marão Ocidental.
Com o surto da Covid-19, vê-se, agora, com uma missão redobrada.
“No início, houve alguma dificuldade em fazer passar a mensagem da necessidade de adotar medidas preventivas”, adiantou.
O dirigente esclareceu que este território, um dos mais pobres do concelho de Amarante, é caraterizado pelos baixos rendimentos, população envelhecida e habitações com poucas condições.
Na maioria dos casos, os funcionárias da Progredir são o único contacto que os utentes têm com o mundo exterior.

“Temos informado as pessoas para que não se desloquem fora da casa e que reforcem algumas medidas, particularmente na sua higiene”, disse Arménio Miranda.
Apesar das dificuldades, a mensagem tem passado e os funcionários reportam que, pouco a pouco, os utentes vão alterando os seus hábitos.
“Por enquanto, esta é a nossa maior preocupação, mas notamos que já começam a estar mais conscientes da importância da higiene”, confirmou o dirigente da instituição.
Arménio Miranda salientou, ainda, a sua apreensão com atual situação de pandemia, particularmente com as incógnitas que ainda persistem sobre a infeção.
Numa nota pessoal, relembrou os seus anos de tropa, em Moçambique, afirmando que nunca tinha visto um inimigo como este.
“Sinceramente, já fui à guerra, mas nunca vi uma como esta”, concluiu.

Inicialmente constituída, em 1995, para promover o desenvolvimento rural integrado das freguesias de Ansiães, Bustelo, Candemil e Várzea, a Progredir – Associação para o Desenvolvimento Rural do Marão Ocidental alterou a sua missão, em 2006, em resposta ao declínio e isolamento de uma população cada vez mais envelhecida.
A IPSS opera um serviço de apoio domiciliário que conta com 30 utentes (12 convencionados com a Segurança Social) a quem presta diversos serviços, nomeadamente higiene da habitação, refeições e apoio social, entre outros.
Atualmente, a instituição também serve a antiga freguesia de Aboadela, hoje União de Freguesias de Aboadela, Sanche e Várzea.