O presidente da Câmara de Amarante defendeu, no sábado, as ações da autarquia perante o surto da covid-19, afirmando que privilegiou o rigor e celeridade em detrimento de maior exposição na comunicação social.
José Luís Gaspar respondia a uma crítica do deputado Hugo Carvalho (PS), no âmbito da sua primeira intervenção na reunião de Assembleia Municipal de Amarante, que se realizou na Escola Bàsica 2,3 de Amarante.
O deputado socialista concordou com a maioria das ações do executivo municipal, mas criticou, contudo, quebras nas relações institucionais com as entidades parceiras e de “fazer pouco” quando comparada a outras autarquias.
“Se não se via Amarante na comunicação social foi porque não quisemos”, respondeu José Luís Gaspar.

O autarca indicou que o tema terá sido abordado em reuniões com autarcas de outros concelhos do Norte, em que se repudiava a postura de algumas câmaras “que prometiam que iam dar, e depois não davam, que prometiam pagar e depois não pagavam”.
“Não andamos a fazer show-off”, disse o presidente, acrescentando que “o executivo trabalha de forma séria, não anda aqui com vaidades”.
José Luís Gaspar rejeitou a noção de que haveria falta de coordenação com as instituições, sublinhando que implementou linhas de ação para dar uma resposta rápida.
Acrescentou, ainda, que os presidentes de junta estiveram sempre “em sintonia” com a Câmara e com quem estava mandatado para fazer essa articulação.
O edil reconheceu, contudo, que “algumas coisas poderiam ter corrido melhor”, mas defendeu que onde houve problemas, se conseguiram resolver, rapidamente.

“A Câmara foi expedita, esteve atenta, sempre em cima do acontecimento. Comprou aquilo que tinha que comprar em articulação com quem melhor de nós podia dizer o que precisava”, afirmou. E acrescentou: “A Câmara de Amarante continuará a pautar-se pelo rigor, por aquilo que é a sua exigência e a sua responsabilidade”.