O diretor da Casa da Juventude de Amarante (CJA) condenou, hoje, o que descreve como “comportamentos discriminatórios” para com estudantes estrangeiros que estão a realizar atividades em regime de voluntariado.
Em declarações ao EXPRESSO DE AMARANTE, Miguel Pinto adiantou que terá recebido, por parte de dois parceiros, a indicação que iriam cancelar a sua participação em projetos que envolviam os voluntários da CJA, alegando a diversidade de nacionalidades.
O diretor precisou que ficou claro que a parceria com os voluntários estrangeiros estaria a ser considerada como um risco acrescido de contágio no presente quadro de pandemia da Covid-19.
“Estas pessoas tomaram esta decisão, de livre vontade, sem perceberem que o que estavam a dizer, mas magoando, imensamente, os voluntários”, afirmou.
O responsável pela gestão da Casa da Juventude relembrou que os 26 estudantes, de dez nacionalidades, já estão em Amarante há cerca de um ano a fazer voluntariado em prol de uma causa social.
“De repente, são os maus da fita. É inadmissível”, acrescentou.
Durante a tarde de hoje, a Casa da Juventude encerrou as portas ao público e dispensou, até 31 de março, os seus funcionários.
Miguel Pinto adiantou que já reuniu com os 26 voluntários estrangeiros e que lhes apresentou um plano de acomodação e apoio.
Embora alguns estejam alojados noutros locais, o diretor acredita que a maioria se instale na CJA.
“Apesar dos funcionários estarem dispensados até ao final do mês, um de nós ficara responsável por interagir com eles, para tratar de questões como as compras, por exemplo”. E acrescenta:
“Aqui ficarão protegidos, desde que adotem as medidas de prevenção e reduzam, ao máximo, a interação com o exterior, que é o mais importante a fazer, neste momento”.