A vice-presidente da Câmara de Amarante indicou “não ter dúvidas” de que a rede social no concelho “foi posta à prova” perante o surto da covid-19 e que “teve um papel relevante na prevenção de situações críticas”.
“A Rede social teve um papel relevante na resposta ao surto e na prevenção de situações críticas. Caso seja necessário atuar, de novo, já não partimos do zero, pois teremos todo um património de conhecimento e práticas que nos irá ajudar a ultrapassar algumas etapas”, disse.
Lucinda Fonseca, responsável pelos pelouros da Saúde e Ação Social, prestava declarações ao Expresso de Amarante sobre várias das conclusões retiradas da mais recente reunião do Conselho Local de Ação Social – CLAS, ao qual preside.
O evento reuniu, na Escola Secundária de Amarante, representantes de várias entidades participantes na plataforma, nomeadamente de Instituições Privadas de Solidariedade Social, da Educação, Segurança Social, Saúde e do município.

Durante o plenário, os parceiros apresentaram e analizaram as diversas medidas adotadas por cada um dos setores para dar resposta a uma série de desafios colocados pelo surto.
Novas tecnologias viabilizaram comunicação eficaz e eficiente
Lucinda Fonseca explicou que, no âmbito da resposta à pandemia, o processo de comunicação foi agilizado entre os parceiros da plataforma, recorrendo, em muitos casos, às novas tecnologias e redes sociais.
A título de exemplo, indicou que foi criada uma rede no serviço WhatsApp entre representantes das IPSS do concelho com serviços de apoio aos cidadãos sénior e técnicos do município.
“O processo permitiu coordenar e dar uma resposta, quase imediata, a questões que iam sendo colocadas e até prevenir algumas situações” nomeadamente na redistribuição de equipamentos de proteção individual (EPI) por algumas das IPSS que tinham maior necessidade, no início do surto.
Voluntários tiveram um “papel essencial”
A vice-presidente realçou, por outro lado, a importância da rede de voluntários, que nasceu, de forma espontânea, no concelho e com quem se coordenaram várias atividades.
Foi essencial, por exemplo, numa primeira fase do projeto em que a Câmara e a Santa Casa da Misericórdia colocaram, numa ala do antigo hospital de Amarante, 50 camas para acolher eventuais casos de contágio nos lares do concelho.

“Foi a partir da rede de voluntários que duas médicas e vários enfermeiros se disponibilizaram para prestar o apoio inicial ao serviço porque, na altura, ainda não havia enquadramento legal para contratar pessoal”, adiantou.
Por outro lado, o voluntariado foi particularmente importante na entrega de bens alimentares e medicamentos aos cidadãos com maior risco de contágio, em ações de formação e na sensibilização da população, nomeadamente sobre o uso correto de máscaras.
A autarca salientou, ainda, a colaboração das juntas de freguesia, com as quais se organizaram atividades de desinfeção de espaços públicos, por exemplo, e se coordenaram pedidos de receitas médicas, entre outros.
“Tudo isto foi a rede a funcionar, não só os parceiros, mas também a própria comunidade. Foi posta à prova e funcionou, não tenho dúvidas”, frisou.