“Défice na preparação causou o colapso do Hospital de Amarante” – José Luís Gaspar

“Onde foram investidos cerca de trinta milhões de euros”, questiona a concelhia social-democrata, lembrando que “as paredes não tratam doentes”

O presidente da Câmara de Amarante dirigiu, num vídeo publicado nas redes sociais da autarquia, críticas às autoridades de saúde e, em particular, ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, pela resposta “mal preparada e mal planeada” à segunda vaga da pandemia da covid-19.

 

Na intervenção em que dá conta de reforço de apoios e de um novo pacote de medidas “a anunciar brevemente”, o edil afirma não ter dúvidas sobre o que descreve como um “défice de preparação e planeamento” entre a primeira e segunda vagas de infeção pelo novo coronavírus.

“Portugal sabe, hoje, que esta segunda onda pandémica podia e devia ter sido muito mais bem preparada pelas autoridades de saúde”, frisa.

O autarca vinca que o “défice” se observou, em particular, no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), que integra o Hospital de Amarante.

José Luís Gaspar recorda que a autarquia disponibilizou ao CHTS, “em tempo útil”, meios e equipamento para ajudar, “mas não foi esse o entendimento dos responsáveis”.

“Sabemos, hoje, que o facto de terem andado tarde e mal originou o colapso da infraestrutura hospitalar de Amarante, imediatamente após ter começado a receber casos de infeção”, anota.

Acrescenta, ainda, que aquele é um equipamento ao qual “nunca prestaram a devida atenção” e que serviu para hospital de retaguarda, “mas sem terem sido asseguradas as mínimas condições prévias”.

O autarca afirma, contudo, que “este não é o momento para tratar do assunto”.

“É o momento para continuar a apoiar os nossos profissionais de saúde, que têm as vidas suspensas e estão a dar tudo, na linha da frente, para combater esta crise sanitária”, conclui.

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