O presidente da Junta de Freguesia de Padronelo afirmou hoje que está disposto ir “até às últimas consequências” para descobrir a fonte do que indicou ser mais uma descarga ilegal de efluentes no rio Ovelha.
Em declarações ao Expresso de Amarante, o autarca explicou que foi alertado, esta manhã, para uma nova descarga naquele curso de água que atravessa a freguesia.
“Isto é acontecimento recorrente, que estamos a registar desde abril. Costumam ocorrer durante o dia, mas desde que comecei a alertar as autoridades, passaram a ser feitas à noite”, disse Armando Coimbra.

O alerta foi dado por volta das 07:00 de hoje, por um cidadão que registou, em fotografia, as águas escuras e opacas numa pequena represa que integra o parque de lazer de Padronelo.
O autarca explicou que, apesar de ter alertado ambos a GNR e o Ministério do Ambiente, a fonte das descargas continua a ser uma incógnita.
“Já cheguei a caminhar ao longo do rio até Gondar e mesmo coordenar com o presidente de junta local para ver se conseguíamos descobrir a origem, mas tem sido impossível”, adiantou.

Armando Coimbra indicou que a autarquia está a “fazer tudo o que pode”, nomeadamente alertando as autoridades competentes como o Ministério do Ambiente e a GNR.
Segundo o autarca, a GNR terá dado indicação que está a investigar o caso.
Futura praia fluvial pode estar em causa
As descargas ilegais são um problema que põem em causa não só a qualidade de vida da população como as aspirações da autarquia em instalar uma zona balnear, junto ao rio, adianta, ainda, o autarca.
“O parque de lazer é o nosso ex-líbris e, um dia, gostaria de classificar o areal como praia fluvial. Com atentados como este, contudo, as águas nunca irão ter a qualidade necessária para a sua certificação”, disse. E acrescentou:
“Estou pronto a ir até às últimas consequências para defender o nosso rio porque isto é um atentado contra a freguesia de Padronelo”.