Jorge Regadas deixou o comando técnico do Vila Caiz, 7.º classificado da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AFP).
A saída do treinador, de 63 anos, surge após a goleada sofrida (6-1), no domingo, em Marco de Canaveses. No entanto, o presidente do Vila Caiz garante que esse não foi o motivo que levou à rescisão de contrato.
José Luís Ferraz justifica a separação, que diz ter sido “por mútuo acordo”, com “algumas divergências” que prefere manter “no foro interno clube”, pelo “respeito e admiração” que Jorge Regadas lhe merece.
“Conheço o Jorge Regadas há muitos anos e quero manter esta amizade que tenho por ele. Por isso, esta situação tem de ficar entre a minha direção e o treinador. Faz parte do futebol. Mas estou muito triste, até porque quando apostámos em treinadores e jogadores é para levar as coisas até ao final de cada época, pelo menos. Infelizmente com o mister Jorge Regadas isso não aconteceu”, lamenta.
“Temos de estar muito gratos pelo que o mister Jorge Regadas fez pelo Vila Caiz. Continua a ser um fantástico treinador e é dos melhores treinadores a nível nacional, mas houve algumas divergências e, quando assim é, as coisas têm de tomar o seu rumo”, explica.
Jorge Regadas chegou ao clube do concelho de Amarante no início da temporada. Orientou a equipa em seis jogos, tendo somado 10 pontos, resultado de três vitórias, um empate e duas derrotas.
José Luís Ferraz assegura que o “divórcio” entre as partes não é consequência dos resultados alcançados, até porque o Vila Caiz “está a realizar um campeonato dentro das expetativas”. O líder aurinegro considera, inclusivamente, que o técnico “fez um bom trabalho” durante o curto período em que comandou a equipa.
“Pontuámos contra adversários difíceis, e isso deve-se à qualidade dos jogadores, do treinador e da restante equipa técnica. Sobre isso, não há nada a apontar”, vinca.
“Agora, se me perguntarem se gostei de perder 6-0 contra o Freamunde e 6-1 contra o Marco, claro que não. O Vila Caiz não está habituado a perder por estes números. Eu sei que é futebol, acontece, mas eu gosto mais de festejar golos do que de os sofrer”, acrescenta.
O sucessor de Jorge Regadas no comando técnico do emblema amarantino deverá ser conhecido até final desta semana.
“Estamos atentos, conhecemos treinadores, e vamos tentar ser assertivos como sempre fomos. Vamos tentar arranjar um treinador que consiga levar o Vila Caiz a alcançar os seus objetivos para esta época”, revela José Luís Ferraz.
O jogo do próximo domingo, em casa, frente ao Aparecida foi adiado, pelo que a estreia do novo timoneiro aurinegro só deverá acontecer na deslocação a Gens, a 8 de novembro.
Até agora, em apenas seis jornadas, já se registaram sete trocas de treinadores entre os clubes da série 2 da Divisão de Elite da AF Porto.
Em Vila Meã, Frederico Zamorano foi substituído por Calica Moreira. Em Gandra, Mário Rocha cedeu o lugar a Márcio Rocha que, entretanto, foi substituído por Juvenal Brandão.
No Aliados de Lordelo, Armando Santos ocupou a vaga deixada em aberto por Pedro Ferreira. No Sobrado, saiu Hélder Amaral para entrar Paulo Meneses, que abandonou o Gens. Para o clube de Gondomar seguiu Milton Ribeiro.