O presidente da Câmara de Amarante defendeu hoje que o novo Governo central, ainda por tomar posse, deveria dar prioridade no apoio a projetos da área da eficiência energética, nomeadamente ao abrigo do próximo quadro comunitário e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O autarca falava hoje com os jornalistas, em Amarante, à margem da sessão de abertura da quinta edição do Seminário adapt.local, uma rede de cerca de 30 municípios que trabalha na área do clima.
Em resposta a uma pergunta sobre o financiamento de projetos que se relacionam com as questões de adaptação às alterações climáticas, José Luís Gaspar rematou para a sua intervenção, na abertura do certame, em que salientou o impacto da guerra na Ucrânia, nesta área.
“É preciso perceber se esta guerra, e esta crise em que estamos mergulhados, vai alterar o que eram as nossas expectativas, como autarcas. O mundo está agora a braços com uma guerra, que nos preocupa e que recentra a discussão política noutro patamar”, afirmou.

O edil acrescentou que os autarcas estão, neste momento, “expectantes” sobre os impactos da crise despoletada pelo conflito armado na Europa de Leste, mas defendeu que o caso vai permitir a “reformulação das necessidades”, nomeadamente dando prioridade às questões energéticas, ao abrigo do próximo quadro comunitário e do PRR.
“Nesta altura, era imperioso que os primeiros avisos específicos [de candidaturas] fossem feitos na área energética, como, por exemplo, na sustentabilidade dos edifícios e instalação de painéis fotovoltaicos, entre outros”, frisou.
O edil acrescentou que a autarquia está empenhada na sensibilização da comunidade para as questões da adaptação às alterações climáticas e sublinhou a nova postura de trânsito da cidade e a criação de trilhos ao longo do Tâmega como medidas que menorizam a poluição e incentivam a hábitos de vida mais saudáveis.

Na quinta-feira entrou em vigor no concelho um novo código regulamentar municipal, com novidades na postura de trânsito, nomeadamente a proibição de circulação de veículos motorizados na Ponte de São Gonçalo aos sábados, domingo e feriados.
“Claro que Amarante ainda precisa de investir em novas pontes, para retirar trânsito do centro da cidade e melhorar a circulação. Com [a nova postura] vamos tentar minorar o impacto [do tráfego na cidade], mas também como forma de começar a habituar as pessoas a andar mais a pé e de bicicleta para que, em termos de pegada ecológica, possamos ir num sentido positivo”, acrescentou.