Representantes de várias instituições educacionais, empresariais e municipais estiveram reunidos, hoje, no auditório do Instituto Empresarial do Tâmega, em Amarante, para debater a importância do ensino profissional no desenvolvimento da região.
O evento serviu para abordar os desafios deste tipo de oferta formativa, que assinala 30 anos de existência, em Portugal, explicou a organização.
Presentes no debate estiveram o presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Telmo Pinto, e o presidente da Associação Empresarial de Portugal, José Luís Ribeiro, entre outros.
O evento contou, ainda, com a participação de representantes de estabelecimentos de ensino do concelho com oferta formativa profissional, nomeadamente da Escola Secundária de Amarante, CENFIM, Externato de Vila Meã e Escola Profissional António Lago Cerqueira (EPALC).
Em declarações ao Expresso de Amarante, o moderador do evento, Fernando Moura e Silva explicou que o ensino profissional continua a sofrer, em Portugal, do efeito de estigmas que prevalecem, apesar de três décadas em existência.

Segundo o diretor da EPALC, prevalece uma falta de reconhecimento da sua importância para o desenvolvimento da região e qualificação de mão de obra defendendo que é necessário implementar políticas que permitam que as opções de formação profissional representem 50% da oferta educativa nacional.
Frisou, ainda, que é necessário um maior diálogo entre as comunidades empresarial e educativa para “que encontrem respostas às necessidades do mercado de trabalho”.
“A sociedade não pode ficar indiferente, os desafios são muitos e o país não pode continuar, constantemente, atrás dos outros parceiros da União Europeia, em termos de produtividade e de qualificação de mão de obra”, frisou.
E acrescentou:
“É tempo de percebermos, claramente, quais são as opções que devemos escolher, que caminhos devemos seguir para que o esforço que fazemos no dia a dia seja compensado, através do conhecimento, para aumentarmos a produtividade. Sem isso, seremos sempre o país do fim da tabela”.