O presidente da Câmara de Amarante disse hoje que a Igreja de São Gonçalo vai continuar a ser palco para a realização de eventos culturais e que se vão realizar “grandes intervenções” na área envolvente.
José Luís Gaspar, em declarações aos jornalistas à parte da cerimónia de inauguração, realizada na tarde de hoje, salientou que o monumento possui “uma acústica fantástica” e que vai continuar a ser palco para atuações da Orquestra do Norte, entre outros.
A Igreja e Claustro do Convento de São Gonçalo reabriram, hoje, depois de 16 meses de obras que visaram a conservação e requalificação do espaço no âmbito de uma intervenção orçada em mais de dois milhões de euros.
Promovida pela Fábrica da Igreja Paroquial de Amarante, a obra cofinanciada pelo Norte 2020 teve como objetivo a reabilitação e conservação do monumento, incluindo o seu recheio artístico.
“Esta empreitada devolveu a esta obra de arte uma luz que já não se via há muito tempo”, frisou.

Construída no século XVI, a Igreja e Claustro de São Gonçalo tem um incalculável valor histórico, patrimonial, arquitetónico, artístico e turístico.
O projeto de restauração hoje concluído, foi a primeira grande intervenção ali realizada, em 482 anos.
O edil adiantou, ainda, que a área envolvente ao monumento vai ser alvo de grandes obras, nomeadamente a requalificação da Alameda Teixeira de Pascoaes e a instalação, já iniciada, de um elevador que vai ligar a Praça da República à zona da Biblioteca Municipal e Convento de Santa Clara.
“Tudo aqui vai ser requalificado e haverá uma nova integração, no centro da cidade”, concluiu.
O projeto hoje concluído representou um investimento de cerca de 1,2 milhões de euros e teve como parceiro o Município de Amarante, o acompanhamento técnico da Direção Regional de Cultura do Norte e, como mecenas, a Fundação Manuel António da Mota.
