O fundador número um da Cercimarante disse hoje que a medalha de honra do município que lhe foi concedida é para a sua esposa e para os seus filhos “pela sua compreensão e resiliência”.
António Pinto Monteiro foi uma de cinco personalidades reconhecidas hoje com a Medalha de Honra do Município que “pelo seu trabalho e exemplos de cidadania, são figuras incontornáveis da sociedade Amarantina”.
O ato de entrega do galardão decorreu, esta manhã, nos claustros do Museu Municipal de Amarante.
O dirigente associativo explicou que, ao olhar para o seu percurso de vida, “do alto dos meus 77 anos”, a vê como uma missão que atribuiu a si próprio, em prol das crianças desfavorecidas de Amarante.

“Mas não estive sozinho. Pelas minhas ausências, fui mau marido e mau pai. Por isso, a medalha que me foi entregue é, em primeiro lugar, da minha mulher e dos meus filhos, pela sua compreensão e resiliência”, explicou.
O dirigente é responsável pelo lançamento de vários projetos sociais em Amarante, nomeadamente da Cercimarante, hoje uma das maiores cooperativas sociais do país, a “Terra dos Homens”, um projeto que acolhe crianças vítimas de maus tratos e negligência e do Infantário-Creche “O Miúdo”.
Em 2018, a União Europeia recenheceu o seu trabalho e dedicação às causas sociais com a atribuição do título honorífico de “Cidadão Europeu”.

Pinto Monteiro recordou ainda o seu amigo Manuel Mota da Costa, “um homem de grande generosidade e talento” e outros “companheiros de luta” sem os quais não seria possível concretizar os projetos.
O município também reconheceu, a título póstumo, o diretor do Museu Municipal de Amarante, António Cardoso, falecido em junho, e o fundador da Tabopan e antigo presidente da Câmara de Amarante, José de Abreu.
Foram ainda agraciados com a medalha de honra o antigo diretor da Escola Secundária de Amarante, Fernando Sampaio e o selecionador nacional de andebol Paulo Pereira.
