Exposição evocativa de Saramago em Vila Meã: “Voltar aos passos que foram dados”

No ano em que se comemora o centenário do nascimento de José Saramago (1922-2022) o pólo de Vila Meã da Biblioteca Municipal Albano Sardoeira acolhe a exposição “Voltar aos passos que foram dados”.

 

Esta exposição é composta por quinze painéis, organizados em cinco blocos, representando a vida e obra do único escritor português premiado com o Nobel da Literatura no ano de 1998.

Os painéis de grandes dimensões com design do ilustrador André Letria e seleção e composição de textos de Carlos Reis e Fernanda Costa retratam “Saramago, a Obra”, “A Formação do Escritor”, “O Tempo da Estátua”, “O Tempo da Pedra” e “Saramago, Escritor Universal”.

O título desta exposição “Voltar aos passos que foram dados” remete para o livro “A Viagem a Portugal”, recentemente reeditado, que retrata o percurso de José Saramago entre outubro de 1979 e julho de 1980 pelo país, e em que o escritor quase em jeito de posfácio escreveu que “a viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa”, tal como acontece agora nesta exposição que permite a iniciação ou o regresso à literatura de Saramago.

Na viagem de José Saramago a passagem por Amarante está referenciada no capítulo “A cava do lobo manso”, indicando que “A primeira ida é ao Museu Albano Sardoeira, onde há algumas peças arqueológicas de interesse, umas tábuas quinhentistas que merecem atenção, mas, acima disso e do resto, estão os Amadeus, soberbas telas do período de 1909 a 1918, com um saber de oficina que as mostra no esplendor da última pincelada, como se o pintor, acabada a obra, tivesse saído agora mesmo para a sua casa de Manhufe onde a vindima o estava esperando”.

A exposição “Voltar aos passos que foram dados” estará patente até dia 14 de maio, contando com organização da Junta de Freguesia de Vila Meã, em parceria com a Fundação José Saramago.

 

Hélder Quintela

 

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