Festas do Junho: “Uma grande romaria, uma marca de Amarante” (C/VÍDEO)

As Festas do Junho, em Amarante, que ocorrem no primeiro sábado de junho, têm origem nas múltiplas peregrinações a São Gonçalo que remontam ao século XVIII, marcadas por vários momentos únicos e tradicionais, e que atraem à cidade “Princesa do Tâmega” milhares de pessoas.

 

Durante a romaria são várias as marcas identitárias do programa, destacando-se o fogo de artifício, as bandas de música, os ranchos folclóricos, os despiques dos grupos de bombos.

 

Os despiques de grupos de bombos nas ruas da cidade, protagonizado por grupos concelhios, acontecem segundo Estefânio Pinto, membro da Organização das Festas do Junho, “no dia que é conhecido como o dia dos amarantinos, em que pessoas que estão a residir fora do concelho voltam à cidade e se reencontram”.

 

Estas Festas do Junho são marcadas, também, por vários momentos tradicionais e religiosos, e após a Procissão Solene e a “Bênção à Cidade” acontece um momento solene e de introspeção, o “Lançamento dos Cravos” a partir da Varanda dos Reis.

Nesse momento são lançados aos romeiros os cravos vermelhos que foram oferecidos a São Gonçalo durante os dias da romaria.

 

Nesta romaria grande de Amarante existe, também, espaço para a mostra e divulgação do artesanato concelhio, com raízes nas tradições rurais, onde sobressaem por exemplo a cestaria, as mantas, luvas e meias de lã, a olaria de barro negro, as rendas e bordados.

 

Para a preservação e promoção do artesanato amarantino foi criada recentemente a Associação de Artesãos. Daniel Ribeiro, em declarações ao TâmegaSousa,.pt, revelou que “tem dois campos de atuação, o do artesanato tradicional, e a componente do artesanato contemporâneo com novos conceitos”.

 

Outra manifestação marcante do artesanato é a Viola Amarantina, que tem conhecido um incremento na sua divulgação e utilização. Este instrumento apresenta características distintivas ao nível da construção e da estética. Sobressaem dois corações, mas também a sonoridade. Atualmente, o único artesão que se dedica à construção da Viola Amarantina é António Teixeira Silva.

 

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