O presidente da Câmara de Amarante afirmou, em reunião de assembleia municipal realizada na sexta-feira, que é “incompreensível” a insatisfação manifestada pela Assembleia de Freguesia de Vila Meã sobre o investimento realizado naquele território.
O edil respondia a uma carta enviada, no início do ano, aos presidentes de Câmara e Assembleia municipais, que dava nota de uma deliberação de repúdio e desagrado aprovada por unanimidade na última reunião daquele órgão deliberativo de freguesia.
José Luís Gaspar disse que foi com “com uma certa estupefação” que leu conteúdo da missiva e questionou, em jeito de resposta, se aquela assembleia estaria previamente informada sobre “ao que a deliberação diz respeito”, tanto mais se “se levar em consideração a unanimidade”.
“A questão impõe-se, porque é incompreensível o repúdio ao investimento em Vila Meã, que já ultrapassa os quatro milhões de euros desde que a Coligação Afirmar Amarante tomou posse”, vincou.
O edil defendeu que este montante “se compara bem” com qualquer outro investimento feito noutras freguesias ao longo dos seis anos em que está em funções.
Prosseguiu, interrogando se a assembleia de freguesia estava a par das rubricas previstas no orçamento municipal e dos investimentos concertados com o presidente da Junta de Freguesia de Vila Meã.
“Estão cientes de que temos praticamente concluído o processo de aquisição de terrenos, faltando apenas escriturar duas parcelas, com vista ao lançamento da segunda fase do eixo viário central de Vila Meã?”, questionou.
O autarca concluiu, afirmando que só conseguiu encontrar um enquadramento para a carta “no plano da política partidária” e que, no seu entendimento, essa não deveria ser a linha orientadora de um autarca com funções executivas. E acrescentou:
“Deixo à assembleia de freguesia a certeza que continuaremos a trabalhar para melhorar as condições de vida de todos os vilameanenses como, de resto, de todos os amarantinos”.
