José Luís Gaspar pretende honrar compromissos e trabalhar em parceria no terceiro mandato

O presidente reeleito da Câmara de Amarante disse hoje que assume o seu terceiro mandato com a vontade de honrar compromissos e dar continuidade a um projeto para o concelho “muito maior que a soma das partes” e em parceria com as entidades e instituições, nomeadamente as forças políticas da oposição.

 

José Luís Gaspar, que concorreu pela coligação Afirmar Amarante (PSD/CDS-PP), tomou posse, na tarde de domingo, em cerimónia realizada nos claustros do Museu Municipal de Amarante.

Em declarações aos jornalistas à parte do evento, o autarca concedeu que o desafio é “grande, acima da capacidade que tenho” e que, por isso, tem consciência que terá que fazer pontes e agregar outros partidos ao processo.

“No meu discurso, disse que era importante que todos estivéssemos imbuídos com a vontade concretizar um projeto que é muito maior que o somatório das partes. Amarante representa muito mais e hoje tenho a consciência que tenho que fazer pontes, agregar outros partidos”, acrescentou, sublinhando que se trata de “política de território” e que está na altura ideal para dar “um salto em frente”.

O autarca prosseguiu, explicando que pretende dar continuidade à afirmação do concelho, tanto nos planos nacional como internacional, nomeadamente na atração do investimento, no turismo e na qualidade de vida.

José Luís Gaspar concedeu que tem à sua frente um grande desafio, mas diz que espera que a oposição esteja consigo em vários dos temas que tem em agenda.

“Espero que estejam, porque há temas que não são partidários nem ideológicos, mas sim de responsabilidade a nível nacional”, acrescentou.

O edil aludiu às questões do Hospital São Gonçalo, afeto ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), à requalificação da linha ferroviária do Tâmega, encerrada em 2009 e ao Parque Florestal da cidade “que já deveria estar na esfera de competências da Câmara de Amarante”.

“Sobre o hospital, não se pode apontar o dedo à esquerda ou à direita, é uma responsabilidade de todos. Espero que cumpra aquilo que foi o propósito quando foi assinado o protocolo para o CHTS, que ainda não foi cumprido. Eu só exijo que se cumpra”, reforçou.

Por outro lado, recordou que a reivindicação pelo regresso da linha ferroviária do Tâmega também fez parte das campanhas eleitorais das restantes candidaturas.

“Deram nota que a sua vontade era de que se reabilitasse a linha e se fizesse chegar o comboio a Amarante. Se assim é, vamos unir esforços, até porque o PRR foi prometido para tanta coisa”, recordando que tanto Câmara como Infraestruturas de Portugal já têm um projeto para a reabilitação daquela linha, em bitola larga e orçado em cerca de 35 milhões de euros.

O autarca concluiu, sublinhando que quem assinou o contrato para a exploração de água e saneamento no concelho “não estava consciente do que aquilo representava” e afirmou que espera que os restantes partidos ajudem, nesta matéria, sublinhado que já não é só Amarante que está descontente com aquele acordo.

José Luís Gaspar foi reeleito a um terceiro mandato à frente da coligação Afirmar Amarante (PSD/CDS-PP)  e elegeu cinco mandatos, menos um do que no sufrágio de 2017.

A lista do Partido Socialista, encabeçada por Hugo Carvalho, elegeu quatro mandatos, mais um que nas eleições autárquicas anteriores.

Na eleição para a Assembleia Municipal, a coligação Afirmar Amarante elegeu 15 mandatos, menos um que na eleição de 2017.

Para o órgão deliberativo de Amarante, o PS elegeu 12 mandatos, mais um que no sufrágio autárquico anterior.

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