Jovem moçambicano busca sonho em Vila Meã (C/ÁUDIO)

Nicola Hristov é moçambicano tem 15 anos e deixou o seu país em setembro para rumar a Portugal à procura do sonho de se tornar futebolista, tendo encontrado o seu lugar no Atlético Clube de Vila Meã.

 

Nicola revela que a ideia de viver em Portugal começou a tomar forma “em 2018”, mas só no ano passado foi possível a mudança. Confessa que largar tudo para arriscar a sorte noutras latitudes “foi uma decisão difícil”, mas garante que não está arrependido porque foi “muito bem recebido” no clube amarantino.

“Desde que cheguei nunca me questionei sobre a minha opção. Nunca tive vontade de voltar para casa, para junto da minha família. Nunca pensei em desistir, embora haja momentos de alguma tristeza”, admite, em declarações ao canal do Youtube do Vila Meã.

 

 

Nicola deixou em Moçambique os pais e a irmã, de oito anos, com quem fala “todos os dias, através do WhatsApp”, o que ajuda a mitigar as saudades e a encurtar os milhares de quilómetros de distância que os separam.

A adaptação à nova realidade não foi difícil até porque, de imediato, fez “muitos amigos”. E mesmo os estudos não foram afetados. “Não tive nenhuma negativa, está tudo a correr bem”, assegura.

“O clima é que é muito diferente do de Moçambique. Lá estava habituado a temperaturas de 40 grau. Aqui o inverno é muito frio”, observa.

 

 

Nicola tem-se destacado como ponta-de-lança na equipa de iniciados do Vila Meã, apesar de em Moçambique sempre ter jogado “como extremo-esquerdo”, posição onde diz ser “melhor”.

O jovem reconhece que terá de rever muitos aspetos para ser tornar melhor futebolista, apesar “do talento” que acredita ter.

“O meu treinador diz que tenho que aproveitar a minha velocidade, porque sou o jogador mais rápido do campeonato. Por vezes tento fazer assistências, mas o meu mister diz-me que, às vezes, tenho de ser mais egoísta para marcar mais golos”, revela.

 

 

Até agora, Nicola já fez abanar as redes adversárias por 19 vezes. No entanto, elege como golo mais marcante o que apontou, frente ao Sobreirense, logo no primeiro jogo com a camisola rubro-negra.

“Foi muito especial porque as pessoas ainda não sabiam quem eu era. Assim, fiquei a ser mais conhecido”, explica.

“Outro golo marcante foi contra o Irivo, num remate colocado, de fora da área, que entrou no canto direito da baliza. Também me marcou o jogo contra o Amarante. No final da primeira parte estávamos a perder por 1-0 e, na segunda, viramos para 3-1. Eu fiz dois golos”, lembra.

 

 

Nicola tem o argentino Messi como ídolo no futebol, apesar de reconhecer que Cristiano Ronaldo “é um grande jogador”. “Só pela atitude, o Ronaldo, se quiser, pode jogar até aos 50 anos”, brinca.

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