O presidente da Câmara de Amarante disse, na sexta-feira, que a autarquia está a fazer um “compasso de espera” no lançamento de empreitadas, nomeadamente de requalificação de várias estradas do concelho, aguardando pela estabilização dos mercados.
José Luís Gaspar, que falava na inauguração da requalificação de um troço de 4,5 quilómetros da EM567, entre Fregim e Pidre (Mancelos) , adiantou que, por enquanto, não poderá anunciar a seguinte fase daquela empreitada, citando o aumento dos preços das matérias-primas e, sobretudo, a atual instabilidade dos mercados.
“Para além da crise da pandemia, a guerra que assola a Europa fez com a economia entrasse numa fase de instabilidade. Muitas das estradas que estão para requalificar, mesmo com o financiamento já disponível, não puderam avançar, até agora, porque os preços dispararam” explicou, acrescentando que os valores inicialmente previstos “têm que ser corrigidos em cerca de 70 por cento”.

A intervenção inaugurada na sexta-feira é a segunda fase de um projeto de requalificação daquela via municipal, entre Amarante e Vila Meã, que até ao momento custou cerca de 1,4 milhões de euros.
O autarca frisou que é, sobretudo, a instabilidade dos mercados que afeta o lançamento de novas obras, recordando que as dificuldades também se sentem por parte dos empresários.
“Mesmo com os aumentos, havendo estabilidade, poderíamos avançar com algumas obras. O problema é que não sabemos quando estabiliza o mercado. Os empresários têm alguma dificuldade em concorrer, porque não sabem o que lhes espera amanhã”, anotou.

O autarca acrescentou que a autarquia está “em compasso de espera”, augardando para que os mercados estabilizem, acrescentando não acreditar, contudo, “que os preços voltem a baixar”.
“Mas estabilizar, pelo menos dar-nos-ia a garantia de sermos seletivos naquilo que queremos fazer. Espero que, pelo menos, até ao final do ano, [a situação] estabilize para podermos avançar”, concluiu.