Um novo livro que retrata a história e acontecimentos marcantes da antiga freguesia da Chapa, em Amarante, foi apresentado, no domingo, em cerimónia que contou com a presença do autor e do presidente do município.
A monografia “Chapa Branca, Rubra e Verde”, da autoria de Frei João Costa, natural da Chapa, é descrito como “um quadro de memórias” e um “hino” à terra natal do autor.
Na sua apresentação, João Costa explicou que o projeto nasceu com a oportunidade apresentada pela pandemia da covid-19 e que é uma visão da terra de quem ali nasceu, “mas que está longe”.
“Quando nos afastamos, vemos as coisas de outra forma, de outra maneira. Não sou historiador, mas procurei ser fiel aquilo que encontrei”, explicou.
João Costa, sacerdote da Ordem dos Carmelitas Descalços, sublinhou que é “impossível não gostar desta terra” e adiantou que o trabalho publicado resulta da consulta de arquivos, “por vezes difícil de realizar em contexto de pandemia” acrescentando que também se apoiou em relatos orais de vários habitantes, incluindo da própria mãe.

“Quando vi o livro, fiquei com a segurança que há memória que já não morre, mesmo que, inevitavelmente, nos morram os nossos (residentes) mais velhos”, anotou.
Na sua intervenção, o presidente da União de Freguesias de Vila Garcia, Aboim e Chapa agradeceu ao autor pelo trabalho, recordando que é um filho da terra, que dali saiu cedo para seguir a sua vocação, mas que não se esqueceu do local onde nasceu.
“Mas como todos os que aqui nascem, a Chapa fica cravada para sempre na sua identidade, no orgulho das origens e, mesmo pequena ou longínqua, sempre aqui regressamos para sentir toda a essência do berço”, afirmou Cândido Pinheiro.
O presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, enalteceu o projeto, recordando que fica como um testemunho do modo de vida e dos costumes da terra.
“É interessante olhar para a terra, quando estamos afastados, e ver a sua autenticidade e a sua cor. Partilhar connosco estas memórias leva-nos a lembrar aquilo que é autêntico e permite-nos, no futuro, a capacidade de mostrar essa autenticidade a quem nos visita”, acrescentou o edil.

João M. Costa, nasceu no dia 12 de julho de 1967, no lugar de Vila Pouca, freguesia da Chapa.
É licenciado em teologia, mestre em teologia prática pela UCP e licenciado em filosofia pela UCP.
Atualmente, prepara doutoramento em teologia e é prior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo de Braga, tal como diretor do Mensageiro do Menino Jesus de Praga.