A Junta de Freguesia de Gondar indicou, esta semana, que cerca de 60 por cento das habitações de alojamento habitual naquele território não tem cobertura de rede de internet de alta velocidade e que a qualidade do atual serviço é deficitário e longe das metas do Governo para 2030.
Em comunicado, a autarquia explica que a cobertura existente “apresenta limitações significativas no acesso a telecomunicações, com velocidades bastantes inferiores à velocidade mínima de 1 Gb pretendida pelo Governo”.
A autarquia de freguesia indicou que o problema da cobertura deficitária poderá ser maior, salientando que existem habitações de alojamento temporário, em particular de emigrantes, naquele território.
Esta dado, e outros, estão incluídos numa exposição que autarquia de freguesia realizou no âmbito de uma consulta pública promovida recentemente pela autoridade nacional das telecomunicações ANACOM sobre esta matéria.
Para ilustrar o problema, solicitou a várias residentes que realizassem testes de velocidade nos horários de maior utilização, salientando que os dias em que decorreram os testes apresentavam condições climatéricas favoráveis.
“Contudo, é do conhecimento de todos que em dias com nevoeiro, orvalho ou chuva as condições da prestação dos serviços pioram significativamente, comprometendo ou até mesmo impossibilitando a sua utilização”, observa.
Por outro lado, salienta que a maioria dos utilizadores de telecomunicações estão “descontentes” com o serviço atualmente prestado pelas várias operadoras “estando vinculados e fidelizados a contratos com serviços mínimos nunca cumpridos. Este problema havia sido identificado e reclamado múltiplas vezes junto desta Junta”.
Conclui, frisando que o acesso a comunicações eletrónicas, na Freguesia de Gondar, e apesar das mesmas serem utilizadas, “é precário, deficitário e longínquo dos objetivos Governamentais para o ano de 2030”.