A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública disse hoje, em Gondar, que o Estado pretende implementar 300 lojas de Espaço de Cidadão no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que o aviso para o primeiro já foi feito no início da semana.
Alexandra Leitão deslocou-se hoje a Gondar para presidir à cerimónia de inauguração do Espaço Cidadão daquela freguesia, criado em parceria com a Agência para a Modernização Administrativa, I.P – AMA.
Já em funcionamento desde julho, o novo balcão instalado na sede de junta de freguesia permite o acesso a mais de 200 serviços do Estado e o contato com cerca de uma dezena de organismos da administração central.
Na abertura das intervenções, o presidente da junta de freguesia de Gondar, Hugo Vaz, sublinhou a importância da nova valência, explicando que a região fica mais rica.
“É uma solução de maior proximidade, que permite o tratamento de vários assuntos no mesmo local e no mesmo dia”, acrescentou.

O autarca de freguesia defendeu, ainda, a aceleração do processo de descentralização, pedindo que se aposte “ainda mais” nas transferências de competências para as autarquias locais.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Amarante salientou o impacto que o novo serviço vai prestar, nomeadamente “na simplificação da vida das pessoas”, recordando que se insere numa área de baixa densidade populacional.
“O novo balcão do cidadão auxiliará a vida não só da população da freguesia, mas de todos os habitantes desta área”, afirmou José Luís Gaspar, acrescentando que com esta inauguração, se marca o início de uma nova fase de descentralização de serviços, no concelho.
Por seu lado, Alexandra Leite defendeu que o novo espaço exemplifica o papel das freguesias enquanto soluções de prestação de serviços públicos de grande proximidade.

“O Estado começa em cada freguesia. É neste serviço de proximidade ao cidadão que conseguimos melhorar a qualidade dos serviços”, explicou a ministra, recordando que se abriram mais de 100 espaços de cidadão durante o período da pandemia da covid-19.
Salientou, ainda, a cooperação entre freguesias, municípios e Estado e recordou que os espaços de cidadão contribuem para a modernização e, sobretudo, a transição digital.
“Esta ideia de não deixar ninguém para trás na transição digital, especialmente com estes espaços, é algo que nos é particularmente caro. Por isso, no PRR inscrevemos, na área de transição, 300 espaços de cidadão para ser financiados e o primeiro aviso, para esse efeito, já saiu no dia 08”, concluiu.
