O presidente da Câmara de Amarante afirmou não perceber a razão de só uma escola pública de Amarante estar contemplada num projeto nacional de remoção de amianto anunciado e exige explicações ao Governo.
No âmbito do despacho de 23 de junho, a Escola Básica do Marão, em Várzea, é o único estabelecimento escolar do concelho abrangido pela decisão do Governo de remover coberturas de fibrocimento em 578 escolas públicas.
Em resposta a uma pergunta da deputada Zita Pereira (Coligação PSD/CDS), na reunião de Assembleia Municipal que se realizou no pavilhão desportivo da Escola Básica 2,3 de Amarante, no sábado, José Luís Gaspar disse não perceber o porquê de só uma escola de Amarante estar contemplada.
“Temos várias escolas sinalizadas, como nos foi pedido para sinalizar, incluindo esta mesmo, onde estamos hoje, que tem cobertura de fibrocimento e que saiu da lista. Têm que me dar explicações”, frisou.

José Luís Gaspar relembrou que a EB 2,3 de Amarante tem vários problemas assinalados há anos, alguns por executivos anteriores aos seus, que necessitam de ser corrigidos, incluindo a remoção de amianto.
O autarca revelou que se tem sentido “frustrado” com o processo e apelou para o fim de “tanta confusão político-partidária” sobre o tema.
O edil adiantou que o vereador com o pelouro da Educação terá contactado a tutela sobre a questão e que aguarda um processo de correção da lista.
“É uma coisa que ninguém consegue perceber. Se houver a possibilidade de corrigir a lista (de escolas), obviamente que iremos corrigir. O que não queremos é ser discriminados”, concluiu.