Novos trilhos devolvem o rio à população e contribuem para a atratividade do território – José Luís Gaspar

O presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, disse hoje que os dois trilhos que a autarquia construiu nas margens Tâmega devolveram o rio à população e que são, ao mesmo tempo, “um contributo para a atratividade do território”.

 

Em declarações à parte da cerimónia de inauguração do projeto, o autarca explicou aos jornalistas que a sua concretização “representa muito” para os amarantinos, o rio em si e o território.

“Primeiro, porque o rio é devolvido aos amarantinos, com a possibilidade de comunicaram com ele, durante todo o dia. Também é importante a questão da preservação das margens e, em geral, para a atratividade do território”, afirmou.

Os trilhos, com um custo de 2,2 milhões de euros, são a primeira fase de um projeto orçado globalmente em cerca de 3,5 milhões de euros cofinanciados pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), que prevê a construção de quatro trilhos, dois a montante da cidade de Amarante e os hoje inaugurados, a jusante.

José Luís Gaspar acrescentou que a autarquia está atualmente a encetar diligências, nomadamente sobre as questões de terrenos, para dar seguimento à seguinte fase do projeto com a construção do trilho da Senhora do Vau, em Gatão, e um outro ao longo do rio Olo.

Questionado sobre a implementação de zonas balneares no concelho, o autarca esclareceu que o município identificou sete de um conjunto de 12 locais que está atualmente a monitorizar como tendo “capacidade” para avançar para a certificação.

“Aliás, já poderíamos ter avançado, mas faltam ainda alguns requesitos, nomeadamente infraestrutura, que vamos agora desenvolver”, acrescentou.

O autarca adiantou que a qualidade das agias naquelas zonas tem sido monitorizada, acrescentando que os resultados tem sido de “excelente” e “muito boa” na sua maioria.

José Luís Gaspar esclareceu, ainda, sobre a decisão de limitar o acesso às águas na zona das Azenhas, afirmando que vai instalar uma vedação na margem esquerda do rio.

“É um local muito perigoso, onde já se registou uma morte por afogamento, este ano. Há aqui muita sinalética [sobre o perigo], mas infelizmente ignorada. Já pedi que se vedasse aquela parte do rio. Para o próximo ano, espero que já possamos ter aqui pessoas, em permanência, a vigiar as águas”, concluiu.

foto Paulo Alexandre Teixeira
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