O pedido de registo da produção tradicional da Viola Amarantina obteve parecer positivo da Comissão Consultiva para a Certificação de Produções Artesanais Tradicionais, segundo um aviso publicado hoje em Diário da República (DR).
O pedido tinha sido apresentado pela Câmara de Amarante no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas.
Após a presente publicação em DR, “qualquer pessoa singular ou coletiva, detentora de legitimidade para o efeito, pode opor-se ao registo, no prazo de 20 dias, mediante a apresentação de exposição devidamente fundamentada junto do IEFP”.
De acordo com a documentação anexa ao pedido de registo, a viola Amarantina é um cordofone que pertence à família das violas de arame tradicionais portuguesas, de fácil execução e de boa sonoridade.
Trata-se de uma das violas tradicionais portuguesas frequentemente referenciadas pelos estudos da área, sendo reconhecida pelos violeiros da região e muito acarinhada pela comunidade que se juntou para a ajudar a renascer.
O instrumento típico do Minho e Douro Litoral distingue-se pelas duas aberturas em forma de corações recortados no tampo e pela sobreposição da escala ao tampo, ao contrário das suas congéneres.
“Sendo a Viola Amarantina um produto com características físicas e sonoras únicas associadas a um contexto musical e cultural da região do Entre Douro e Minho, revela-se determinante assegurar a continuidade deste património com uma identidade própria, onde a inovação nos aspetos técnicos e o aperfeiçoamento de outros elementos mais estéticos garantam a sua preservação”, lê-se na publicação.
APM // JAP
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