O Parque Aquático de Amarante espera faturar 2,3 milhões de euros este ano, voltando à normalidade pré-pandemia, depois de investir um milhão e meio de euros, disse hoje à Lusa o seu diretor, Hélder Silva.
“Em termos de faturação, por temporada é sempre na razão dos 2,3 milhões de vendas. […] Este ano esperamos voltar a esses números em termos de faturação, e a termos um nível de resultados em que consigamos nivelar os resultados com base nessa nova normalidade”, disse à Lusa o responsável do parque situado no concelho do interior do distrito do Porto.
Hélder Silva explicou que nos últimos dois anos, marcados pela pandemia de covid-19, a empresa gestora do parque efetuou investimentos de 1,5 milhões de euros, que se enquadram em melhorias superiores a 3 milhões de euros feitas desde 2018.
“Como obedece a um projeto de investimento no parque de médio e longo prazo, também o retorno é visto numa perspetiva do médio e longo prazo”, respondeu à Lusa quando questionado acerca do retorno dos investimentos.
O diretor do parque reconhece que não é possível “recuperar o investimento num ano ou dois”, mas salvaguardou que “nunca foi esse o objetivo”, pois “com esta situação da pandemia, nunca o seria”.
As mudanças mais recentes incluem o aumento “de 1.700 para 2.500 de capacidade instantânea” em termos de pessoas recebidas, bem como “atrações novas”, tanto para adultos como para crianças, e ainda a junção da piscina de ondas ao complexo, após obras de ampliação.
“Aumentámos os espaços verdes exatamente para as pessoas poderem estender as suas toalhas e estarem mais à vontade a fazerem as suas refeições”, destacou ainda o diretor.
O parque está agora pronto para receber 180 mil pessoas durante a temporada de abertura deste ano (fim de maio a meados de setembro), de acordo com as previsões orçamentais da empresa gestora, que replicou o modelo de 2019 “por uma questão de prudência”.
No entanto, Hélder Silva está mais otimista, já que pessoalmente acredita na “necessidade que as pessoas têm, neste momento, de se divertir”, e já viu bons indícios turísticos este ano, dando como exemplo a Festa da Flor, na Madeira, com uma ocupação próxima dos 100%.
Confrontado com o contexto de crise e de guerra, o diretor do parque de Amarante assinalou que até pode sair favorecido por isso.
“Muita gente acaba por ficar na região, e a região do Norte de Portugal e Galiza acaba por ser um mercado de proximidade, regional”, apontou, salientando que uma ida ao parque num dia “não é algo que mexa tanto no orçamento mensal das famílias”, ao contrário de “tirar uma semana de férias” fora.
Hélder Silva disse ainda aguardar um incremento de visitantes emigrantes e galegos, já que este ano os condicionamentos às viagens internacionais são menores.
“Isso acho que vai trazer, por um lado, uma maior afluência dos emigrantes e também dos próprios turistas aqui de Espanha, para além dos outros turistas holandeses, ingleses, franceses que estão no Porto, e mesmo em Lisboa”, apontou.
Questionado acerca da concorrência de outros parques aquáticos na região, nomeadamente em Fafe (distrito de Braga) e em Vila Real, Hélder Silva saudou a existência de um ‘cluster’ regional, e que o seu maior concorrente no Norte “se calhar é a praia da Espinho, ou a praia de Matosinhos”.
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