Pedro Reis aponta “cansaço” e “diferenças de pensamento” para demissão do Amarante FC [C/ÁUDIO]

Pedro Reis admite que o pedido de demissão do comando técnico do Amarante FC se deveu “a algumas diferenças de pensamento” sobre o projeto desportivo do clube. O treinador, de 46 anos, aponta também como causa “o desgaste normal” em liderar a equipa da terra.

 

Pedro Reis confessa que “estava a deixar de ter prazer” no trabalho que vinha a desenvolver e, por isso, decidiu colocar um ponto final a uma ligação de quatro anos ao emblema amarantino, os últimos dois como timoneiro do plantel principal sénior.

“Não houve nenhum desentendimento. Houve apenas algumas diferenças de pensamento no que é o projeto desportivo e no planeamento da época. Senti que estava a deixar de ter prazer no que estava a fazer, por isso decidi colocar o meu lugar à disposição, e o presidente aceitou, o que eu percebo. Mas foi uma rescisão amigável entre pessoas que querem o melhor pelo Amarante”, assegurou.

 

Esta temporada, Pedro Reis assumiu a liderança da equipa em apenas dois jogos, um para o campeonato, que terminou com um empate (3-3) na receção ao Vila Real, e outro para a Taça de Portugal, que culminou com o afastamento da prova, nas grandes penalidades, ante o rival Vila Meã.

Pedro Reis garante que a eliminação na Taça de Portugal, no passado sábado, “não pesou” na decisão.

“Não pesou, porque na realidade empatei dois jogos, este ano. Fomos eliminados da Taça, mas foi em penáltis, o que pode acontecer. Não penso que foi o mais decisivo, porque os problemas, este ano, ao contrário dos outros dois anos, começaram muito cedo. Se me perguntar qual foi o problema, não posso dizer claramente qual, mas as coisas ficaram um pouco diferentes. Estou cansado e a pagar um pouco de ser da casa e da terra”, explicou.

Pedro Reis, que anteriormente tinha desempenhado funções de coordenar de todo o futebol jovem do Amarante FC, foi promovido à equipa sénior em novembro de 2019, na altura para substituir Mauro Silva.

O treinador lembra que enquanto coordenador de formação ajudou o clube “a aumentar o número de jogadores, o número de equipas, a subir os juniores ao nacional e a criar a entidade formadora”.

 

“Quando passei para os seniores, peguei na equipa quase no último lugar e quando veio a Covid-19 já estávamos muito acima da linha d’água. Na época passada, alcançamos o objetivo de ficar em quinto lugar e ficamos perto de fazer história, com o plantel humilde que tínhamos. E agora, acho que temos tudo para fazer uma grande época. Fico a torcer pelo Amarante”, acrescentou.

Sobre o futuro, Pedro Reis não dá pistas, revelando apenas que vai aproveitar “para descansar” e recuperar de quatro anos muito desgastantes.

“Foram quatro anos em que não tive férias. Ao contrário do que as pessoas pensam, quando se leva o clube a sério, trabalhamos todos os dias e a toda a hora. Neste momento, preciso mesmo de descansar”, concluiu.

 

 

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