O Município de Penafiel celebrou hoje 250 anos da elevação a cidade com uma sessão evocativa que lembrou o passado, exaltou o presente e espreitou o futuro daquela que é a segunda cidade mais antiga do distrito do Porto.
No auditório do Museu Municipal, devido à chuva que teimou em não parar e assim impediu a cerimónia no Largo da Ajuda, a Orquestra do Norte deu música para abertura da sessão.
Com casa cheia, Alberto Santos, presidente da Assembleia Municipal de Penafiel, usou da palavra, realçando que “Penafiel tem o privilégio de afetar a alma e o espírito e encher as pessoas de orgulho”.
Dirigindo-se à mesa, onde estava o presidente da Câmara de Penafiel, Antonino de Sousa, o presidente da Junta de Penafiel, Carlos Leão Barbosa, o arcebispo de Penafiel D. Francisco Xavier Lozano, e o pároco de Penafiel, padre Paulo Jorge, Alberto Santos lembrou aqueles que precederam e contribuíram para aquela efeméride.
“Celebramos hoje uma bela parte da nossa história”, vincou, lembrando “Penafiel como terra de campeões, como Fernanda Ribeiro e o automobilista Joaquim Santos”.
Seguiu-se uma entrega de lembranças a D. Francisco Xavier Lozano, ao presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, presente na sessão, e à vereadora de Saint Geneviéve-des-Bois, cidade geminada com Penafiel.
A sessão contou, também, com entrega de medalhas comemorativas dos 250 anos a personalidades, instituições, vereadores da autarquia e dirigentes municipais.
E sem que se fizesse esperar, Alberto Santos saltou da cadeira e ele próprio atribuiu uma medalha comemorativa a Antonino de Sousa. Momento que emocionou o atual presidente da Câmara de Penafiel.

Antonino de Sousa encerrou a sessão e acentuou a “dinâmica” de Penafiel, frisando que “estes dois séculos e meio têm sido extraordinários e ao longo do percurso foram vários os momentos de alegria imensa e de orgulho penafidelense”.
O autarca lembrou algumas das prioridades do município, realçando a coesão social, através de políticas de apoio aos mais fragilizados, a captação de investimento e criação de emprego, o investimento na educação, no desporto, na cultura e na promoção da coesão territorial.
Antonino de Sousa falou, ainda, do turismo e dos vários galardões que Penafiel tem vindo a receber.
“Há ainda muito caminho a percorrer”, disse o autarca, elencando alguns dos projetos previstos para o concelho.
Prevista está a requalificação do edifício dos Paços do Concelho, a futura central de transportes, em Novelas, a substituição da iluminação pública por iluminação Led, a segunda fase da requalificação de toda a variante do Cavalum, que arrancará este mês, e aguarda o visto do Tribunal de Contas a empreitada da Via da Meia Encosta, via estruturante que vai rasgar a encosta do Cavalum e permitir o desenvolvimento da cidade para aquela encosta.

A terminar, Antonino de Sousa evocou “a memória de todos os penafidelenses, de nascença ou de adoção, que serviram esta terra e contribuíram para a sua grandeza e prestígio”.
A sessão evocativa terminou ao som dos parabéns, cantados por todos os presentes.