João Diogo Santos regressou à competição com um resultado muito positivo. Depois de ter realizado a sua última prova no passado mês de outubro, em Oia, na Galiza, o piloto de Amarante, em Fiat Punto, protagonizou uma excelente exibição na 43ª edição da Rampa da Penha, alcançando o quinto lugar.
Nesta segunda prova do novo Campeonato de Portugal de Montanha 1300, que contou com a participação de onze concorrentes, João Diogo Santos começou por realizar a marca de 1:55:136 na primeira subida de treinos. Na segunda subida, conseguiu melhorar substancialmente a sua prestação, ao obter o tempo de 1:53:881.
Já na primeira subida oficial de prova registou o tempo 1:53:798, apesar de um ligeiro exagero na parte inicial do traçado vimaranense, o que correspondeu ao terceiro posto da categoria, distando apenas a 0,5s do Suzuki Swift de Paulo Pereira.
No domingo, o piloto amarantino deu o tudo por tudo nas derradeiras subidas oficiais, mas acabaria por não superar o melhor tempo do dia anterior, assinando as marcas de 1:53:833 e 1:53:879, nas segunda e terceira subidas oficiais, respetivamente, o que correspondeu ao quinto lugar no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.
Uma luta frenética opôs João Diogo a Paulo Pereira, Rui Amorim e Tiago Santos, no final de um animado despique pela obtenção do segundo posto, com um escasso segundo a separar os concorrentes.

No final desta segunda prova da época, o vencedor da Taça de Portugal de Montanha de 2019, mostrou-se satisfeito com sua prestação, apesar de ter confessado “algum sentimento de frustração” por ter falhado por tão pouco uma posição de pódio.
“Depois de ter imprimido sempre um andamento fortíssimo, e de ver o pódio ali tão perto, sempre reside algum sentimento de frustração, quando, em termos qualitativos, fomos muito competitivos e velozes, mas tal facto não acompanhou a parte quantitativa em si”, afirmou.
“Aceitamos o resultado com ‘fair-play’ e com a certeza de que demos o máximo que seria possível neste traçado, felicitando os nossos adversários por esta sã e leal competitividade. De qualquer modo, este foi um excelente regresso, onde demonstramos uma grande consistência de andamento, num carro que entendemos já explorar no limite”, acrescentou.
Questionado sobre os planos para a restante época desportiva, João Diogo Santos revelou que depois de não ter concretizado a evolução para outra viatura, irá “continuar a utilizar o Fiat Punto, podendo vir a realizar uma prova de um outro campeonato, analisando sempre a viabilidade desse tipo de opção, dentro do plano de 4 a 5 participações que estão delineadas”.