Em 2019, o poder de compra dos habitantes de Amarante foi inferior à média nacional e encontrava-se no grupo de regiões e sub-regiões (NUTS III) com um dos mais baixos valores do ranking, revela o Instituto Nacional de Estatística, num estudo publicado recentemente.
Segundo a 14.ª edição do Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, publicado no final da semana passada, o Indicador per Capita (IpC) do poder de compra dos amarantinos era, em 2019, de 72,58 face à média nacional de 100.
O Indicador per Capita (IpC) do poder de compra pretende traduzir o poder de compra manifestado, em termos per capita, nos diferentes municípios ou regiões, tendo por referência o valor nacional (Portugal = 100).
O nível da região do Tâmega e Sousa, Amarante ocupa o 5.º lugar da tabela. Nos primeiros três lugares encontram-se Paços de Ferreira (80,50), Felgueiras (80,33) e Penafiel (79,72).
Os valores mais baixos registaram-se em Baião (59,48), Cinfães (59,43) e Celorico de Basto (57,47).
De acordo com o estudo, o Tâmega e Sousa encontrava-se, naquele ano, no grupo de quatro sub-regiões onde o poder de compra se situava abaixo dos 80% da média nacional, com um registo de 73,7.
O mais baixo valor do índice, a nível nacional, situava-se na sub-região do Alto Tâmega, com um valor de 70,3.
Segundo o estudo, só em 10% dos municípios (32 em 308) o poder de compra foi superior à média nacional. Metade destes concelhos integram as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.
O Município de Lisboa foi o único que mais que duplicou, em 2019, o índice nacional do poder de compra concelhio.