O presidente da Câmara de Amarante afirmou que a realização da edição 2021 do Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (PASC) está dependente da evolução da situação da pandemia de covid-19 e que o adiamento para 2022 é uma das opções a considerar.
Em declarações ao Expresso de Amarante, José Luís Gaspar sublinhou que os atrasos na entrega dos prémios da anterior edição, realizada no sábado, introduziram “instabilidade no percurso normal” da iniciativa.
“Agora, estamos a tentar perceber como a pandemia vai evoluir, nos próximos tempos. Eventualmente, teremos que decidir se avançamos no próximo ano ou se adiamos para 2022”, explicou.
A cerimónia de sábado foi restrita à presença de convidados e imprensa, tendo sido transmitida em direto nas redes sociais.

O autarca indicou, ainda, que está recetivo à ideia de realizar algumas “alterações e melhorias” ao regulamento, a partir da próxima edição do prémio.
A sugestão foi avançada, inicialmente, por Raquel Henriques da Silva, presidente do júri, que na sua intervenção afirmou que vai propor algumas mudanças ao regulamento, salientando que os trabalhos apresentados foram muitos e de elevada qualidade, o que dificultou a seleção dos vencedores.
“Faz sentido, pois defendo que deveria haver alguma evolução e que este tipo de evento não deve estancar no tempo. Porque não pensar numa dimensão internacional, por exemplo. Acredito que está na altura porque Amadeo, pela dimensão que hoje tem, merece”, acrescentou José Luís Gaspar.

Questionado sobre um eventual calendário cultural da autarquia para o próximo ano, José Luís Gaspar adiantou que haverá obrigatoriamente um, recordando que “há compromissos assumidos”.
“Vamos lançar, em breve, o concurso para o Mimo Festival, por exemplo”, adiantou, acrescentando que terá que pensar em soluções para Orquestra do Norte.
“Na medida do possível e com as restrições que há, vamos ter que ser criativos e introduzir alguns apontamentos (para o calendário do próximo ano)”, concluiu.