O presidente da Câmara de Amarante defendeu, ontem, uma gestão “rigorosa e seletiva” dos apoios da autarquia em resposta ao impacto do surto da covid-19 no concelho.
Em declarações proferidas num debate virtual organizado pela JSD Amarante, José Luís Gaspar indicou que a autarquia “está aqui para ajudar quem realmente precisa” e que terá que ser muito seletiva na alocação de fundos para captar novos investimentos.
” Ajudar quem realmente precisa”
Durante o debate, o autarca revelou que o Município está a apoiar cerca de 400 pessoas em “situação difícil”, nomeadamente na alimentação, e que terá reforçado as verbas do Fundo Municipal de Emergência Social, entre outras medidas.
“Há quem ache que devemos dar apoios de uma forma generalizada, a tudo e todos, mas não concordo. Temos que ajudar quem realmente precisa, aqueles que estão, efetivamente, com dificuldades acrescidas”, frisou.
“Temos que ser muito seletivos”
José Luís Gaspar defendeu, também, a continuidade da política de investimento em equipamentos e infraestruturas “essenciais” para a economia do território, mas avisa que “temos que ser muito seletivos”.
“Podemos trabalhar nichos de mercado na área do turismo, por exemplo, atendendo à segurança que Amarante pode oferecer, mas teremos que ter a capacidade de vender essa ideia para atrair mais visitantes e investidores. Contudo, para que isso seja possível, haverá muitas coisas a que teremos que dizer não”, acrescentou.
Obras das freguesias no verão
O autarca revelou, ainda, que o processo de obras nas freguesias de Amarante atrasou, mas que poderá avançar no verão.
Segundo José Luís Gaspar, o atraso deve-se a questões relacionadas com pareceres do Tribunal de Contas, mas mostrou-se confiante que a situação poderá estar resolvida em breve.
“O Tribunal de Contas acabou por nos atrasar um pouco. Contudo, acredito que dentro de um mês, dois no mais tardar, poderemos estar em condições de avançar”, concluiu.